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Bispos de França prometem revelar todos os casos de pedofilia

A Conferência de bispos católicos de França anunciou hoje medidas para lutar contra os abusos sexuais de crianças na Igreja e prometeu revelar todos os casos de pedofilia, incluindo os mais antigos.

O cardeal Barbarin, uma das mais influentes figuras da Igreja francesa, é acusado de não ter denunciado às autoridades o padre Bernard Preynat, que confessou ter abusado sexualmente de rapazes escoteiros sob sua supervisão na região de Lyon há mais de 25 anos.

O cardeal Barbarin, uma das mais influentes figuras da Igreja francesa, é acusado de não ter denunciado às autoridades o padre Bernard Preynat, que confessou ter abusado sexualmente de rapazes escoteiros sob sua supervisão na região de Lyon há mais de 25 anos.

© Robert Pratta / Reuters

Todas as dioceses vão passar a ter grupos - "células de escuta" - para ouvir as queixas de vítimas e vai ser criada uma "comissão nacional independente", presidida por um laico, para as investigar, anunciou o presidente da Conferência, o arcebispo Georges Pontier, depois de as últimas semanas terem sido marcadas por uma série de denúncias.

"Na história das dioceses continua a haver casos individuais, mesmo antigos, sobre os quais é necessário fazer luz", disse o responsável religioso.

"Comprometemo-nos a fazer esse trabalho, como temos lidado com os casos que nos foram apresentados, especialmente por vítimas", acrescentou.

O debate sobre os abusos sexuais de crianças por membros da Igreja de França foi relançado com a recente divulgação do caso do arcebispo de Lyon (centro), Philippe Barbarin.

O cardeal Barbarin, uma das mais influentes figuras da Igreja francesa, é acusado de não ter denunciado às autoridades o padre Bernard Preynat, que confessou ter abusado sexualmente de rapazes escoteiros sob sua supervisão na região de Lyon há mais de 25 anos.

Preynat foi formalmente acusado em janeiro, depois de ter confessado os crimes.

Um grupo de vítimas de Preynat acusou Barbarin de ter ocultado o caso das autoridades, apesar de ter sido informado das alegações contra o padre em 2007.

A diocese só afastou o padre em 2015.

Barbarin afirmou em março que "nunca encobriu a pedofilia". Sob crescente pressão, pediu "perdão" pelos "crimes abomináveis" do padre Preynat, mas insistiu nada ter feito de errado.

A polémica acentuou-se na semana passada quando um outro bispo francês recusou qualificar a pedofilia de "pecado".

Stanislas Lalanne, bispo de Pontoise, nos arredores de Paris, tentou mais tarde clarificar a Lusa

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