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Milhares protestam contra a amnistia política na Macedónica

Milhares de manifestantes voltaram a concentrar-se hoje em Skopje pelo terceiro dia consecutivo, em protesto contra a decisão do Presidente macedónio em amnistiar dezenas de responsáveis indiciados pela justiça.

© Ognen Teofilovski / Reuters

A decisão do chefe de Estado Gjorge Ivanov, que na terça-feira decidiu agraciar todos os políticos suspeitos de delitos em nome da "reconciliação nacional e de um melhor futuro" para o país teve um efeito imediato na opinião pública, compromete todo o trabalho efetuado pelo procurador especial, e coloca em dúvida as eleições de 5 de junho.

Na capital Skopje as manifestações eclodiram de imediato, prosseguiram quarta-feira com redobrada violência com o assalto e saque de diversos gabinetes dependentes da Presidência, enquanto os Estados Unidos e a União Europeia manifestavam "inquietação".

"Gruevski, rua!", "Assassinos", voltaram a gritar hoje os manifestantes, numa alusão a Nikola Gruevski, o líder do VMRO-DPMNE, o partido conservador no poder e verdadeiro homem forte do país.

Gruevksi está incluído na lista de cerca de 50 personalidades amnistiadas preventivamente por Ivanov na terça-feira, num escândalo de numerosas escutas ilegais e com a oposição a acusá-lo de ser o principal mentor.

Na rede social Twitter, os representantes em Skopje dos EUA e UE apelaram a uma manifestação pacífica, enquanto o chefe da oposição e líder do SDSM (social-democrata), Zoran Zaev, também apelava aos seus apoiantes para um protesto sem violências.

Numa primeira reação, Zaev não hesitou em comparar esta amnistia a um golpe de Estado e acusou o Presidente de "destruir o futuro da Macedónia, o estado de direito, a dignidade dos cidadãos e o acordo de Przino" - estabelecido entre os principais partidos macedónios em julho de 2015 sob mediação da UE para ultrapassar a crise política e institucional na ex-república jugoslava.

Zaev exigiu a demissão do Presidente e apelou à sua destituição pelo parlamento. "Caso contrário o país vai caminhar para o estado de emergência", asseverou.

O chefe albanês do BDI, Ali Ahmeti, a terceira força política do país, também considerou a decisão de Ivanov "precipitada e imprudente", e proveniente de um Presidente que considerou "ilegítimo".

Lusa

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