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Raul Castro recusa "terapia de choque" para modernizar economia cubana

O presidente cubano, Raul Castro, recusou hoje qualquer "terapia de choque" ou "fórmulas de privatização" para modernizar a economia cubana, ao discursar na abertura do Congresso do Partido Comunista Cubano (PCC).

© Carlos Barria / Reuters

"Cuba nunca permitirá as chamadas terapias de choque, frequentemente aplicadas em detrimento das classes mais pobres da sociedade", disse Raul Castro na abertura do 7.º Congresso do PCC, o primeiro após o restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos.

"As fórmulas liberais que defendem a privatização acelerada do património do Estado e dos serviços sociais, como a educação, a saúde e a segurança social, nunca serão aplicadas sob o socialismo cubano", acrescentou.

No poder desde 2008, Raul Castro lançou uma "atualização" do modelo económico cubano, com uma abertura limitada à iniciativa privada e ao investimento estrangeiro.

Aos delegados do PCC, o presidente cubano justificou a lentidão das reformas com a preocupação do governo em não prejudicar nenhum cubano.

"Esse princípio, de não deixar ninguém desarmado, condiciona em grande parte o ritmo da atualização do modelo económico cubano, que sofre de modo inegável os efeitos da crise económica internacional e [...] do embargo dos Estados Unidos", disse.

Lusa

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