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Mulher de Johnny Depp declara-se culpada em caso de entrada ilegal de cães na Austrália

A mulher do ator Johnny Depp, Amber Heard, declarou-se hoje culpada de falsificação de documentos de imigração no caso que envolve os seus dois cães, que o casal levou para a Austrália num avião privado no ano passado. O juiz decidiu perdoá-la.

© Suzanne Plunkett / Reuters

Heard, que apresentou em tribunal um vídeo em que expressava o seu "remorso" em relação ao caso, culpou os funcionários de Depp pela confusão, dizendo que tinham ficado responsáveis de tratar dos documentos.

O juiz decidiu dar-lhe uma pena suspensa de um mês por bom comportamento, sem registo de condenação. Se quebrar o compromisso, Amber Heard terá que pagar uma multa de mil dólares australianos (cerca de 680 euros).

O caso ganhou dimensão mediática depois de o ministro da Agricultura da Austrália, Barnaby Joyce, ameaçar abater os cães, Pistol e Boo, se não regressassem aos Estados Unidos.

Duas acusações de importação ilegal dos terriers foram abandonadas no tribunal de Gold Coast. No entanto, Heard admitiu a terceira acusação, de falsificação de documento, neste caso, do seu cartão de chegada ao país, onde não declarou os cães.

Heard terá dito que admitiria culpa na falsificação do cartão de chegada em outubro se as outras duas acusações caíssem. O Departamento de Agricultura australiano começou por recusar, mas acabou por aceitar hoje, em tribunal.

A Austrália tem severas leis de biossegurança, com o objetivo de evitar a transmissão de doenças, que obrigam os cães vindos dos Estados Unidos a passarem dez dias de quarentena.

As penas para quem violar esta legislação variam entre pesadas multas e dez anos de prisão.

Última atualização às 8:41/Com Lusa

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