sicnot

Perfil

Mundo

Moçambique precisa de 175M€ para assistir vítimas da seca

A ONU anunciou hoje que vai ajudar o Governo moçambicano a mobilizar mais de 200 milhões de dólares (175,8 milhões de euros) para apoiar 1,5 milhões de pessoas afetadas pela seca nas regiões sul e centro do país.

© Eldson Chagara / Reuters

Um comunicado do gabinete da coordenadora residente da ONU em Maputo, Márcia de Castro, enviado à Lusa, diz que o compromisso da organização traduz o apoio à resposta de emergência em Moçambique, após a ativação do alerta vermelho declarado pelo Governo.

"As Nações Unidas estão a trabalhar juntamente com o Governo para assegurar que as necessidades humanitárias das pessoas afetadas pela seca possam ser satisfeitas", declarou Márcia de Castro, citada na nota de imprensa.

Entre as populações afetadas pela seca, provocada pelo fenómeno climático El Niño assinalou a coordenadora, muitas são crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas ou em amamentação, com grave desnutrição, particularmente nas províncias de Sofala e Tete, centro de Moçambique.

O comunicado aponta que as Nações Unidas, em estreita coordenação com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, governos provinciais e organizações não-governamentais está a apoiar na provisão de assistência alimentar, nutrição, agricultura, água, saneamento e higiene das pessoas afetadas.

Na semana passada, o Governo moçambicano emitiu um alerta vermelho de 90 dias, anunciando a canalização imediata de 360 milhões de meticais (cerca de seis milhões de euros) para ações de assistência humanitária.

"O Governo vai disponibilizar esse valor de imediato. Os parceiros também já estão a mobilizar de forma intensa os recursos para assistir as populações", afirmou o diretor do INGC, João Machatine, em declarações após uma reunião do órgão.

Lusa

  • Os números das eleições francesas
    0:50

    Eleições França 2017

    Os resultados definitivos mostram que Emmanuel Macron obteve 24% dos votos, na primeira volta das eleições francesas. Ficou quase três pontos à frente de Marine Le Pen, que conseguiu 21,3%. Os números oficiais, publicados pelo Ministério do Interior, dão ainda conta da taxa de abstenção: 22,2%, um ligeiro aumento face à primeira volta das presidenciais de 2012.

  • ASAE encerra em média um restaurante por dia
    1:33
  • Grupo de brasileiros em assalto milionário no Paraguai
    1:24