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Rússia declara cidade de Palmira livre de minas

As Forças Armadas russas anunciaram hoje ter desminado totalmente a cidade síria de Palmira, património mundial da UNESCO, depois de esta ter sido retomada pelas forças governamentais ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico no mês passado.

Depois do Daesh: vista da cidade histórica de Palmira, março, 2016

Depois do Daesh: vista da cidade histórica de Palmira, março, 2016

© Sana Sana / Reuters

"Hoje, a missão de desminagem da parte arquitetural antiga de Palmira foi completada", disse o comandante dos engenheiros militares russos, Yuri Stavitsky, ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, numa chamada telefónica com vídeo a partir da Síria.

Stavitsky indicou que os especialistas em minas e armadilhas russos encontraram e desativaram 2.991 engenhos explosivos num perímetro de 234 hectares e ao longo dos 23 quilómetros de estrada do caminho para lá.

"Agora, as unidades de engenheiros foram desminar a área residencial da cidade de Palmira e o aeroporto", referiu Stavitsky.

"Foram verificados 367 edifícios, 40 hectares de terreno e 9,5 quilómetros de estradas. Foram destruídos 1.432 engenhos explosivos", precisou.

Cerca de 560 hectares da cidade moderna continuam por desminar, acrescentou.

"Transmita a minha gratidão a todo o pessoal: oficiais, soldados, aqueles que fornecem segurança. Muito obrigado. Desejo-vos êxito", disse Putin na ligação vídeo.

Palmira foi recuperada ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) pelas forças leais ao Presidente sírio, Bashar al-Assad, apoiadas por fogo russo, a 27 de março.

Os 'jihadistas' tinham já explodido templos classificados pela UNESCO e saqueado relíquias antigas do local conhecido como "Pérola do Deserto", depois de tomarem a cidade, em maio de 2015.

A recuperação do controlo de Palmira e das suas mundialmente famosas antiguidades tem sido um dos maiores golpes de propaganda para Moscovo desde que lançou uma ofensiva aérea para apoiar o aliado de longa data Assad, em setembro, uma jogada que desencadeou a condenação do Ocidente.

A missão de desminagem foi pessoalmente ordenada por Putin, e o Kremlin tem-se esforçado por publicitá-la.

Lusa