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Número recorde de países assinam acordo contra alterações climáticas

Um número recorde de países, incluindo os EUA e a China, os maiores poluidores do mundo, assinaram hoje na ONU o acordo histórico que visa diminuir o aquecimento do planeta, negociado em dezembro passado em Paris.

© Mike Segar / Reuters

De forma simbólica, o Presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o documento, entre mais de 171 países representados.

"Nunca antes tantos países tinham assinado um acordo internacional num único dia", congratulou-se o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudando um "momento histórico".

A China e os EUA estiveram representados, respetivamente, pelo vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli e o secretário de Estado John Kerry. Este último assinou com a sua neta sentada no colo.

Os países signatários representam mais de 93% das emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global e subsequentes alterações climáticas, segundo a organização não-governamental World Ressources Institute.

A assinatura é apenas uma primeira etapa. O acordo só entra em vigor quando 55 países responsáveis por pelo menos 55% das emissões daqueles gases o ratificarem.

O número de pelo menos 171 países signatários num único dia é um recorde. O precedente datava de 1982, quando 119 países rubricaram a convenção da ONU sobre o direito do mar.

Os cientistas instam à ação imediata. O último mês foi o março mais quente alguma vez registado, segundo os meteorologistas dos EUA. Desde há 11 meses que cada mês bate um recorde de calor, uma série inédita em 137 anos de registos.

O acordo de Paris compromete os seus subscritores a limitar a subida da temperatura "bem abaixo dos 2ºC" em relação ao período pré-industrial e a "prosseguir os seus esforços" para limitar esta subida a 1,5ºC. Este ambicioso objetivo vai exigir uma vontade prolongada e centenas de milhares de milhões de dólares para garantir a transição para energias limpas.

Lusa

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