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Partido liderado por luso-descendente apela à libertação de politólogo na Venezuela

O Nova Ordem Social (NOS), partido liderado pela luso-descendente e ex-candidata presidencial Venezuela Portuguesa da Silva, apelou esta sexta-feira à comunidade nacional e internacional para intercedam pela libertação do politólogo luso-venezuelano, Vasco da Costa.

© Nacho Doce / Reuters

"Estamos muito afetados porque o doutor Vasco da Costa é vice-presidente do nosso partido e por ter um modo próprio de pensar foi injustamente detido", disse a presidente do NOS.

Venezuela Portuguesa da Silva falava à agência Lusa, em Caracas, à margem de um almoço que assinalou o 10.º aniversário da fundação daquele partido, durante o qual sublinhou que o politólogo luso-descendente "está detido mas não está limitado nas suas funções políticas".

"Estaremos sempre falando (publicamente) pelo nosso candidato e diretivo, Vasco da Costa e por outros presos políticos, por dirigentes políticos e estudantis do NOS. Oxalá que a Lei de Amnistia, que foi aprovada pela Assembleia Nacional, tenha efeito, porque cada dia que passa é um dia mais de sacrifício para pessoas que o único que fazem é ter um pensamento distinto e ser uma voz pela liberdade e a democracia", frisou.

A luso-descendente lamentou que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela tenha, recentemente, legislado uma nova lei que "que limita os direitos humanos dos venezuelanos, o direito de associar-se e o direito à liberdade".

Lamentou também que o STJ tenha pedido ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que "num tempo muito pequeno" verifique a legalidade e atualize os dados de 64 dos 66 partidos existentes na Venezuela, entre eles o NOS.

"Com a decisão do STJ apenas estão em vigor o Partido Socialista Unido da Venezuela, o partido do Governo e um partido que foi criado para unir vários partidos da oposição, que é a Mesa de Unidade Democrática. Os outros 64 têm que atualizar-se perante o CNE", disse.

Vasco da Costa, 56 anos, foi detido a 24 de julho de 2014, e acusado de estar relacionado com uma farmacêutica que alegadamente estaria envolvida em planos para desenvolver engenhos explosivos caseiros, durante os violentos protestos que ocorreram no primeiro semestre de 2014, contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Segundo a irmã, foi acusado dos delitos de terrorismo, associação para cometer delito com fins de terrorismo, fabrico ilegal de explosivos para fins terroristas e de ocultação de munições.

"Este caso é uma injustiça. Noutros casos há ações violentas, pessoas que queimam algo, mas neste caso não há absolutamente nada, nem terroristas, nem bombas, nem podia haver associação para cometer delito sem conhecer a outra pessoa", disse à agência Lusa.

Vasco da Costa participou como candidato, nas eleições parlamentares de 06 de dezembro último, sem no entanto obter votos suficientes para ser eleito deputado.

A sua candidatura teve o apoio do partido NOS.

Lusa

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