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Agência marítima cabo-verdiana interdita saídas após mortos em posto militar

A Agência Marítima e Portuária (AMP) cabo-verdiana interditou hoje as saídas ao mar "até segunda ordem", na sequência do caso dos 11 mortos encontrados num posto militar do país.

DULCENEIA RAMOS

"Mediante incidente ocorrido hoje em "Monte Txota", zona de São Domingos - ilha de Santiago, e por determinação da AMP - Agência Marítima e Portuária - as saídas ao mar estão interditas até segunda ordem", lê-se num comunicado da Cabo Verde Fast Ferry, empresa que realiza viagens de barco entre as ilhas cabo-verdianas.

"Neste sentido, a companhia informa que as viagens estão canceladas até que seja levantada a interdição por parte das autoridades", prosseguiu a nota da companhia, sem avançar mais pormenores.

Oito soldados e três civis, entre eles dois espanhóis, foram encontrados hoje mortos no posto militar de Monte Txota, em São Domingos, interior da ilha cabo-verdiana de Santiago, em circunstâncias ainda desconhecidas.

Os corpos serão transferidos ainda hoje para o hospital central da Praia para a realização das autópsias, confirmou o comandante adjunto da esquadra de São Domingos.

Durante a tarde de hoje, a imprensa cabo-verdiana avançava que os aeroportos foram fechados, mas a ASA, empresa que administra os aeroportos, disse que nenhum aeroporto foi encerrado e que houve apenas atrasos nalguns voos.

A presidente do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Janira Hopffer Almada, já endereçou uma mensagem ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a solicitar "informações detalhadas" sobre o estado de segurança do país.

Manifestando "toda a disponibilidade para colaborar naquilo que for conveniente e necessário", Janira Hopffer Almada solicitou ainda ao Governo, que está em funções há quatro dias, que informe sobre as medidas que pretende tomar para a segurança do país.

Lusa

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