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Artista imprime modelos 3D de múmia com 5 mil anos

Um artista norte-americano recriou em três dimensões a múmia de "Otzi, o homem do gelo", um indivíduo de 5300 anos descoberto congelado nos Alpes italianos em 1991.

Otzi é uma das múmias naturais mais estudadas pela comunidade científica, depois de encontrado em perfeito estado de conservação. Foi descoberto por turistas alemães em 1991 nos Alpes italianos, a poucos metros da fronteira com a Áustria. O frio permanente nessa zona permitiu a conservação de todos os tecidos do seu organismo, incluindo os órgãos internos.

Está conservado numa sala escura no Museu de Arqueologia do Sul do Tirol em Itália para ser preservado.

Graças ao artista norte-americano Gary Staab, especialista em fazer réplicas de achados arqueológicos, há agora três modelos do homem do gelo que pode ser usado para exposições ou explicações científicas.

"Foi talvez um dos trabalhos mais difíceis que tive", em 48 anos de carreira, disse Gary Staab à NBC News. Staab demorou mais de 2 mil horas com este projeto e já tinha experiência em fazer réplicas de múmias, como as do peru ou do Egito. É também especialista em recriar dinossauros.

Os modelos vão agora ser usados em exposições. Um deles vai já em outubro para o Museu de História Natura da Carolina do Norte. Os outros dois vão ser usados para fins educacionais no Centro de ADN Cold Spring Harbour de Nova Iorque.

Uma morte violenta

Otzi foi descoberto nos Alpes, totalmente vestido, com uma capa e uns sapatos de couro impermeáveis. Tinha vários objectos perto de si: um machado de cobre, uma faca, um coldre cheio de setas, uma arco, uma acendalha para fazer fogo e cogumelos que deviam ser utilizados em caso de doença.

O corpo, mumificado pelas baixas temperaturas da montanha entre 5300 e 5100 anos, foi escrutinado desde que foi descoberto pelos investigadores para se saber não só como morreu, mas também como viveu.

Sabe-se, por exemplo, que devia medir 1,59 metros, pesava 50 kilos e tinha 46 anos quando morreu, depois de atingido por uma flecha num obro, possivelmente durante uma batalha. Também ficou provado que morreu a esvair-se em sangue, não sem antes ferir alguns dos seus atacantes com as suas próprias flechas, uma vez que algumas foram encontradas aos seu lado machadas de sangue alheio.

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