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Casos de adultério na China triplicaram desde 2000

Os casos de adultério na China triplicaram nos últimos quinze anos e, em média, um em cada três maridos ou uma em cada 7,5 esposas são infiéis, indicam estatísticas divulgadas na imprensa oficial.

Reuters

A infidelidade é também o principal motivo de 75% dos divórcios na China, segundo Shuxin, diretora do Centro de Pesquisa Nacional para Serviços de Aconselhamento Matrimonial, citada pelo jornal Global Times.

A mesma fonte revelou que 23% dos casos estão associados ao uso do 'WeChat' e do 'Momo', duas aplicações de 'chat' móveis frequentemente utilizadas para "engates" e com uma difusão ímpar na China.

Aliado ao fenómeno estão também os detetives privados, procurados pelo cônjuge traído para obter provas da "facadinha", como fotografias ou vídeos, usadas depois em tribunal para garantir uma compensação.

Um detetive citado pelo jornal Beijing Times revelou que cobra, no mínimo, 40.000 yuan (5.465 euros) por cada serviço.

Nos últimos anos, o adultério surgiu associado à queda de dezenas de quadros superiores chineses.

Embora não seja um crime punido pelo Código Penal chinês, é considerado "uma violação da moral socialista" e "um comportamento inaceitável" para os membros do Partido Comunista da China.

O antigo ministro dos Caminhos de Ferro Liu Zhijun, condenado à morte com pena suspensa por dois anos, em 2013, teria "mais de uma dezena de amantes", entre as quais "várias atrizes", disseram os jornais na altura.

Outro caso envolveu Zhou Yongkang, o mais alto líder chinês preso condenado por corrupção desde a fundação da República Popular da China, em 1949, e que terá mantido diferentes amantes em seis "residências privadas".

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