sicnot

Perfil

Mundo

Antepassados humanos podem ter servido de alimento para hienas há 500 mil anos

Antepassados humanos podem ter servido de alimento para animais carnívoros como as hienas, há 500 mil anos, revela um estudo hoje publicado na revista PLOS ONE.

© Thomas Mukoya / Reuters

Marcas de dentes num fémur de um esqueleto de um hominídeo, encontrado numa gruta perto de Casablanca, em Marrocos, indiciam que foi consumido por estes animais, segundo uma equipa de investigadores do Museu Nacional de História Natural de França.

De acordo com os cientistas, as marcas podem ter sido feitas por hienas, pouco tempo depois da morte do hominídeo.

Contudo, não é possível concluir se o osso foi comido após a hiena ter atacado o hominídeo, ou se foi recolhido pelo animal, como lixo, pouco depois da morte do hominídeo, noutras circunstâncias.

Durante o período do Pleistoceno Médio, os antepassados humanos competiam, pelo mesmo espaço e pelos mesmos recursos, com animais carnívoros, refere uma nota da PLOS ONE.

Os autores do estudo examinaram o fémur e detetaram várias fraturas e marcas de dentes, indicativas da mastigação de animais carnívoros, como hienas.

As marcas foram encontradas nas extremidades do fémur, as partes mais macias do osso, que foram completamente esmagadas e estavam cobertas por sedimentos, o que sugere que são muito antigas.

Para os investigadores, trata-se da primeira evidência de que humanos ancestrais seriam uma fonte de alimento para animais carnívoros, no Pleistoceno Médio.

Dependendo das circunstâncias, os hominídeos podem ter sido, neste período, caçadores e presas, assinala a nota da PLOS ONE.

"Apesar de os confrontos entre antepassados humanos e grandes predadores, no período Pleistoceno Médio, no Norte de África, terem sido comuns, a descoberta é um dos poucos exemplos de que o consumo de hominídeos por carnívoros está provado", sustentou a coordenadora da equipa de investigadores, Camille Daujeard.

Lusa

  • Militares tentam acabar com guerra entre traficantes na Rocinha, Rio de Janeiro
    3:07

    Mundo

    As últimas horas têm sido de tensão no Rio de Janeiro depois dos tiroteios que começaram desde que uma das principais favelas da cidade foi ocupada por militares na sexta-feira. As forças federais foram acionadas para auxiliarem a polícia, que há vários dias tenta acabar com a guerra entre fações de traficantes de droga.

  • Irão lança míssil de médio alcance
    1:13

    Mundo

    Três dias depois do discurso hostil de Donald Trump nas Nações Unidas, o Irão testou um novo míssil de médio alcance que atingiu uma altura de dois mil quilómetros. Teerão diz que o teste não viola o acordo nuclear.

  • Trump renovou as ameaças à Coreia do Norte
    1:30
  • Atrás das Câmaras em Pedrógão Grande
    3:37
    Atrás das Câmaras

    Atrás das Câmaras

    DIARIAMENTE NA SIC E SIC NOTÍCIAS

    A carrinha do "Atrás das Câmaras" continua pelo país a mostrar aquilo que alguns políticos ignoram. Este sábado a equipa da SIC esteve em Pedrógão Grande, 99 dias após o incêndio que fez 64 mortos e 200 feridos.

  • Morreu Charles Bradley, uma das lendas do soul

    Cultura

    O cantor Charles Bradley morreu este sábado aos 68 anos. O músico norte-americano foi diagnosticado com cancro no ano passado. A notícia da morte foi confirmada na página oficial do cantor no Facebook.