sicnot

Perfil

Mundo

Antepassados humanos podem ter servido de alimento para hienas há 500 mil anos

Antepassados humanos podem ter servido de alimento para animais carnívoros como as hienas, há 500 mil anos, revela um estudo hoje publicado na revista PLOS ONE.

© Thomas Mukoya / Reuters

Marcas de dentes num fémur de um esqueleto de um hominídeo, encontrado numa gruta perto de Casablanca, em Marrocos, indiciam que foi consumido por estes animais, segundo uma equipa de investigadores do Museu Nacional de História Natural de França.

De acordo com os cientistas, as marcas podem ter sido feitas por hienas, pouco tempo depois da morte do hominídeo.

Contudo, não é possível concluir se o osso foi comido após a hiena ter atacado o hominídeo, ou se foi recolhido pelo animal, como lixo, pouco depois da morte do hominídeo, noutras circunstâncias.

Durante o período do Pleistoceno Médio, os antepassados humanos competiam, pelo mesmo espaço e pelos mesmos recursos, com animais carnívoros, refere uma nota da PLOS ONE.

Os autores do estudo examinaram o fémur e detetaram várias fraturas e marcas de dentes, indicativas da mastigação de animais carnívoros, como hienas.

As marcas foram encontradas nas extremidades do fémur, as partes mais macias do osso, que foram completamente esmagadas e estavam cobertas por sedimentos, o que sugere que são muito antigas.

Para os investigadores, trata-se da primeira evidência de que humanos ancestrais seriam uma fonte de alimento para animais carnívoros, no Pleistoceno Médio.

Dependendo das circunstâncias, os hominídeos podem ter sido, neste período, caçadores e presas, assinala a nota da PLOS ONE.

"Apesar de os confrontos entre antepassados humanos e grandes predadores, no período Pleistoceno Médio, no Norte de África, terem sido comuns, a descoberta é um dos poucos exemplos de que o consumo de hominídeos por carnívoros está provado", sustentou a coordenadora da equipa de investigadores, Camille Daujeard.

Lusa

  • Vala comum com 6 mil corpos em Mossul
    1:43
  • À redescoberta da Madeira, 16 anos depois
    1:59
  • A menina que os pais queriam chamar "Allah"

    Mundo

    ZalyKha Graceful Lorraina Allah tem 22 meses, anda não sabe ler nem escrever mas já está no centro de um processo judicial contra o Estado da Georgia, nos EUA. Os pais, Elizabeth Handy e Bilal Walk, apoiados por uma ONG, exigem na justiça que o nome seja reconhecido na certidão de nascimento para que a criança possa ser inscrita na escola, na segurança social ou nos registos e notoriado. O casal já tem um filho de 3 anos que se chama Masterful Mosirah Aly Allah.

  • Acidentes em falésias matam 94 pescadores lúdicos

    País

    Mais de 90 pescadores lúdicos morreram nos últimos 19 anos e 137 ficaram feridos em 252 acidentes registados em zona rochosa ou em falésia, a maioria na zona de Lagos, Faro, segundo dados da Autoridade Marítima Nacional.

  • Partidos querem eleições a 1 de outubro
    1:35

    País

    A data para as próximas eleições autárquicas já gerou consenso. 1 de outubro é a data pedida pelos vários partidos ouvidos esta segunda-feira por António Costa. Na próxima quinta-feira, no Conselho de Ministros, o dia de ir às urnas vai ser escolhido.