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Detido suspeito do massacre em Cabo Verde

O suspeito das 11 mortes num posto militar em Cabo Verde foi detido ao início da tarde de hoje no bairro da Fazenda, na Cidade da Praia, anunciou a Polícia Nacional.

ANTÓNIO GOMES/LUSA

O suspeito tinha feito um taxista como refém quando foi capturado e foi levado para a esquadra da Achada de Santo António, bairro mais populoso da Praia, onde já está concentrado um grande aparato policial, muitos jornalistas e populares.

A identificação do suspeito foi já confirmada pelas autoridades como sendo Manuel António Silva Ribeiro, de 22 anos, militar há cerca de um ano.

O militar é suspeito da morte de 11 pessoas - 8 militares e três civis -, incluindo dois espanhóis, no Centro Retransmissor de Monte Txota, no conselho de São Domingos, interior da ilha de Santiago.

Os corpos das 11 vítimas foram descobertos durante a manhã de terça-feira, mas o ministro da Administração Interna de Cabo Verde, Paulo Rocha, disse hoje que "se presume" que as mortes terão ocorrido entre as 09:30 e as 10:00 de segunda-feira.

Em conferência de imprensa, também ao final da manhã, o ministro disse ainda que se aguardam os resultados das perícias médico-legais aos corpos, que deverão estar concluídas até ao fim do dia de hoje, para poder determinar a hora da morte exata.

Questionado sobre o facto de terem passado quase 24 horas entre o ataque e o alerta às autoridades, Paulo Rocha admitiu que não "é normal" um posto militar ficar tanto tempo sem contactar o comando.

Contudo escusou-se a tecer considerações sobre o que se terá passado.

"Não é normal e será devidamente averiguado a devido tempo. Agora o foco é na situação de hoje e no suspeito e no apoio e consolo aos familiares das vítimas", disse.

"A devido tempo falaremos do funcionamento e daquilo que se passou em termos de cumprimento de regras e de protocolos com o destacamento militar", acrescentou.

O ministro, que falava à imprensa antes de ser confirmada a detenção do suspeito, disse que um efetivo misto com elementos da Polícia Judiciária, Polícia Nacional e Forças Armadas, desenvolvia operações em várias zonas da capital cabo-verdiana.

Adiantou que as autoridades continuam a trabalhar na tese de um único suspeito e não forneceu pistas sobre as motivações do crime.

Questionado sobre como foi possível uma única pessoa conseguir matar 11, oito das quais também militares, Paulo Rocha disse que "uma pessoa na posse de uma arma de fogo pode tudo".

"A investigação trará a devida resposta. Temos que ser pacientes", disse Paulo Rocha, que até ir para o Governo, liderava os Serviços de Informação da República de Cabo Verde.

Última atualização às 16:44/Com Lusa

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