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Tentativa de pilhagem obriga comerciantes a encerrar estabelecimentos na Venezuela

Dezenas de comerciantes encerram esta quarta-feira as portas dos seus estabelecimentos comerciais na localidade venezuelana de Los Teques, a sul de Caracas, depois que um grupo de mais de cem pessoas tentar pilhar um supermercado.

© Marco Bello / Reuters

Segundo fontes da comunidade portuguesa local, a tentativa de pilhagem ocorreu depois da chegada de produtos de primeira necessidade que entretanto se esgotaram.

As páginas da imprensa local na Internet dão conta que várias cidadãos ficaram feridos e que mais de 50 pessoas foram detidas pelas autoridades por oficiais da Polícia Municipal e da Guarda Nacional (polícia militar) que se mantêm na zona para evitar novas tentativas de pilhagem.

Por outro lado, na localidade de Bello Campo (leste de Caracas) ocorreu hoje uma tentativa de pilhagem de uma sucursal da rede de supermercados Central Madeirense, propriedade de portugueses radicados na Venezuela.

A tentativa de pilhagem ocorreu depois de várias pessoas tentarem ocupar o lugar de cidadãos que faziam uma fila para comprar produtos.

Dezenas de oficiais da Polícia Nacional Bolivariana e da Guarda Nacional (polícia militar), com equipamento anti-motins, controlaram a situação, permanecendo no local para impedir novas situações irregulares.

Ainda em Caracas, na localidade de Cátia (oeste) vários comerciantes encerraram os seus estabelecimentos depois de vários cidadãos tentarem pilhar pelo menos uma loja.

Residentes no Boulevard de Cátia dão conta de que, após a tentativa de pilhagem, apareceram dezenas de motociclistas armados, que trocaram disparos com funcionários da Polícia Nacional Bolivariana, ocasionando alguns feridos.

As autoridades desalojaram os estudantes de várias escolas.

Por outro lado, na cidade venezuelana de Maracaibo (a oeste do país), segundo o secretário de Segurança do Estado venezuelano de Zúlia, Biagi Parisi, mais de 70 estabelecimentos comerciais foram afetados pelos protestos e pilhagens registados desde a noite de terça-feira.

Fontes não oficiais dão conta que de 73 estabelecimentos comerciais afetados, 24 foram pilhados na totalidade, tendo os manifestantes incendiado duas camiões, no âmbito de protestos contra o racionamento de energia elétrica e a escassez de produtos básicos.

Lusa

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