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Filtro do Snapchat acusado de ser culpado de acidente de viação

Os advogados de um homem que ficou com danos cerebrais permanentes após um acidente de carro estão a processar o condutor e o Snapchat. Alegam que o filtro da aplicação que regista a velocidade foi o "culpado" do acidente.

O carro de Christal McGee após a colisão com o de Wentworth Maynard.

O carro de Christal McGee após a colisão com o de Wentworth Maynard.

Law Office of Michael L. Neff

Em setembro do ano passado, Christal McGee, na altura menor de 18 anos, conduzia um Mercedes Benz enquanto usava o Snapchat. Primeiro publicou uma imagem em que seguia a 128 km/h, acelerou para os 145 km/h e continuou a acelerar até ultrapassar os 160 km/h, alegam os advogados da vítima Wentworth Maynard.

O filtro do Snapchat "Speed Filter" recompensa com pontos os utilizadores que publiquem fotos a mostrar a velocidade a que vão. Quando Christal McGee atingiu o carro de Maynard, ficou registado que ía a uma velocidade de 172 km/h numa avenida de Clayton County, Georgia, onde o limite de velocidade é de 88 km/h.

Wentworth Maynard ficou internado nos cuidados intensivos durante cinco semanas e sofreu graves lesões cerebrais. Deixou de poder trabalhar e de cuidar de si próprio, sublinham os advogados.

"A questão prende-se com o Snapchat encorajar os adolescentes a conduzirem a altas velocidades para dar estatuto social", acusa o advogado Michael Lawson Neff, em declarações à NBC, acrescentando que nem Christal McGee nem o Snapchat responderam ainda ao processo judicial.

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