sicnot

Perfil

Mundo

Mais de 80% da população síria vive abaixo da linha da pobreza

Mais de 80% da população síria vive abaixo da linha da pobreza, segundo o estudo "Guerra na Síria", publicado esta semana pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Universidade St. Andrews, na Escócia.

Grupo de pessoas espera por autorização para passar a fronteira entre da Síria com a Turquia.

Grupo de pessoas espera por autorização para passar a fronteira entre da Síria com a Turquia.

© Ammar Abdullah / Reuters

A Síria, um território de 185.180 quilómetros quadrados, é, há cinco anos, devastada por uma guerra civil.

A pobreza cresceu devido à sangrenta guerra que custou a vida a mais de 270.000 pessoas desde 2011, revela o documento que foi elaborado pela Comissão Económica e Social para a Ásia Ocidental das Nações Unidas (ESCWA) e o Centro de Estudos Sírios de St, Andrews, citado pela agência noticiosa France-Presse.

Segundo o documento, 83,4% da população vive atualmente abaixo da linha de pobreza, contra apenas 28% antes do conflito.

Em finais do ano passado, 13,5 milhões de pessoas, incluindo seis milhões de crianças, necessitavam de ajuda humanitária, contra um milhão em junho de 2012. Dos 13,5 milhões, mais de quatro milhões vivem em Damasco e em Aleppo, a segunda cidade do país.

O acesso da população à Educação desceu de 95% para 75%, devido à destruição de escolas e à falta de professores. O total de matrículas no ensino primário desceu de 98,2% em 2010 para 61,5% em 2015.

Na Saúde, a situação é ainda mais catastrófica, afirma a France-Presse, dos 493 hospitais existentes em 2010, 170 (34%) estão desativados e 69 (14%) já nem funcionam apenas parcialmente.

Além disso, os ataques contra os médicos e farmacêuticos têm forçado muitos deles ao exílio; anteriormente, em 2010, havia um médico por cada 661 habitantes, em 2015, não havia mais do que uma para 1.442.

Durante estes cinco anos de guerra civil morreram 2,3 milhões de pessoas e 12 milhões foram deslocados. Segundo o documento registaram-se em 2010 3,5 mortes por cada mil habitantes, e em 2015 10,9 por cada mil.

As províncias onde se registou maior número de mortes foram as de Aleppo, Daraa, Deir Ezzor, Idleb e Damasco.

A quantidade de água potável caiu de 72 m3 per capita em 2011 para 48 m3 em 2015. A população, que é fornecida por estações de tratamento de água, caiu de 52%, em 2010, para 9% em 2015.

O estudo também revela que a economia síria sofreu uma contração de 55% entre 2010 e 2015. A destruição de habitações e infraestruturas atinge um valor estimado em cerca de 79 mil milhões de euros.

Entre 2010 e 2015, o produto interno bruto agrícola caiu em dois terços (60%) e a terra arável foi reduzida de seis milhões para 3,6 milhões de hectares, provocando um aumento considerável dos preços dos produtos agrícolas.

Lusa

  • Vídeo 360º: nos céus de Lisboa como nunca esteve

    País

    Três Alpha Jet da Força Aérea Portuguesa estiveram presentes sobre o Jamor, durante a final da Taça entre o Benfica e o Vitória de Guimarães. A SIC e o Expresso acompanharam a passagem das aeronaves através da colocação de câmaras 360º no cockpit de duas delas.

  • "Não podemos fazer de Lisboa uma cidade para turistas"
    2:44

    Opinião

    Miguel Sousa Tavares analisou esta segunda-feira, no Jornal da Noite da SIC, o mandato de Fernando Medina na Câmara de Lisboa. O comentador da SIC defendeu que o autarca tem "muitos problemas por resolver" e que a Câmara tem investido "mais na recuperação de zonas em que os lisboetas praticamente não conseguem ir". Sousa Tavares disse ainda que Lisboa não pode ser uma cidade para turistas.

    Miguel Sousa Tavares

  • "Putin é uma ameaça maior do que o Daesh"
    0:24

    Mundo

    O senador norte-americano John McCain atacou Vladimir Putin dizendo que é uma ameaça maior do que o Daesh. O antigo candidato à Casa Branca acusa a Rússia de querer destruir a democracia ao tentar manipular o resultado das presidenciais dos Estados Unidos.

  • Gelado de champanhe no centro de mais uma polémica que envolve Ivanka Trump 

    Mundo

    A filha do Presidente Donald Trump está envolvida em mais uma polémica depois de uma publicação da sua marca no Twitter durante o Memorial Day, assinalado esta segunda-feira. Feriado nacional nos Estados Unidos, criado após a Guerra Civil, a data presta homenagem aos militares americanos que morreram em combate. Um dia solene, no qual muitos acolheram mal a dica da marca da atual conselheira da Casa Branca: "Façam gelados de champanhe".

  • Morreu Yoshe Oka, a "hibakusha" que avisou o Japão sobre o ataque a Hiroshima

    Mundo

    Yoshe Oka, a primeira sobrevivente de Hiroshima que informou por telefone as autoridades japonesas sobre a destruição da cidade, em 1945, morreu com 86 anos, vítima de cancro, revelou hoje a família. A "hibakusha", nome pelo qual são conhecidos os sobreviventes dos ataques a Hiroshima e Nagasaki, sofria de doenças relacionadas com os efeitos do bombardeamento. Apesar das consequências do ataque, Oka difundiu, ao longo da vida, a experiência sobre o bombardeamento tendo participado em inúmeros atos pacifistas.