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Rússia não pedirá a Damasco que cesse ataques aéreos sobre Alepo

A Rússia não vai pedir a Damasco que cesse os seus bombardeamentos sobre a região de Alepo, o principal campo de batalha da guerra civil na Síria, declarou hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Guennadi Gatilov.

(Reuters/Arquivo)

(Reuters/Arquivo)

© Stringer . / Reuters

"Não, não vamos pressionar [o regime de Damasco para que cesse os ataques], porque é preciso compreender que se trata de uma luta contra a ameaça terrorista", afirmou o responsável russo numa entrevista concedida à agência de imprensa russa Interfax.

O que se passa em Alepo "faz parte dessa luta contra a ameaça terrorista", acrescentou.

Na parte da segunda maior cidade síria que se encontra nas mãos dos rebeldes, situada no norte, dezenas de civis tiveram de abandonar as suas casas na madrugada de hoje, temendo os ataques aéreos do regime, que prosseguiram pelo nono dia consecutivo, segundo um correspondente da agência de notícias francesa AFP no local.

Desde 22 de abril, mais de 246 civis foram mortos em bombardeamentos e tiroteios do exército e dos rebeldes, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Responsáveis norte-americanos acusaram Moscovo de apoiar os ataques do regime de Damasco, que parece estar a preparar um assalto a Alepo.

Na quinta-feira, Washington exortou a Rússia a pressionar o seu aliado Bashar al-Assad.

Mas o exército russo apressou-se a desmentir qualquer apoio aos ataques governamentais, afirmando que nenhum dos seus aviões sobrevoou Alepo nos últimos dias.

"O nosso exército e o exército norte-americano discutem diariamente a situação em Alepo", garantiu Gatilov, depois de o enviado especial da ONU [Organização das Nações Unidas] para a Síria, Staffan de Mistura, ter na quarta-feira apelado a Moscovo e a Washington para "revitalizarem" o cessar-fogo na Síria.

No seu relatório diário sobre a trégua síria, o Ministério da Defesa russo anunciou ter registado "três violações do cessar-fogo na cidade de Alepo", todas atribuídas aos grupos rebeldes.

Lusa

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