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Fuinha parou investigação científica

Uma fuinha foi responsável pela paragem do maior acelerador de partículas do mundo ao provocar um curto-circuito.

Algures no sub-solo entre a França e a Suíça, uma fuinha morreu eletrocutada ao morder um cabo e provocando "uma grave perturbação elétrica na sexta-feira às 5h30" (4h30 em Lisboa), anunciou o CERN - organização europeia para a investigação nuclear.

A dentada deu cabo de um transformador de 66 mil volts, que agora vai ter de ser reparado pelo que o gigantesco acelerador de partículas (Large Hadron Collider - LHC, na sigla inglesa) vai estar parado durante vários dias.

Não é a primeira vez que um animal perturba o funcionamento do LHC. Em 2009, um pássaro deixou cair um pedaço de pão dentro de uma instalação elétrica no exterior, o que provocou danos no sistema de refrigeração.

O LHC está instalado debaixo de terra, entre a fronteira franco-suíça, e perfaz 27 quilómetros. É o mais poderoso acelerador de partículas do mundo e já permitiu descobrir, em 2012, o bosão de Higgs, considerada a partícula fundamental da matéria que pode desvendar os segredos da composição do universo.

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