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O que é bom para o coração é bom para o cérebro

A máxima "mente sã em corpo são" parece realmente fazer sentido. Resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos concluíram que os esforços para manter o coração saudável, traziam também benefícios para as funções cerebrais.

Fazer exercício com regularidade é um dos conselhos habituais para a manutenção de uma vida saudável.

Fazer exercício com regularidade é um dos conselhos habituais para a manutenção de uma vida saudável.

© Lucy Nicholson / Reuters

Uma investigadora da Universidade de Miami, Hannah Gardener, deu seguimento a uma pesquisa alargada que está a ser realizada em Manhattan (NOMAS) e que pretende analisar o risco de ataque cardíaco entre a população branca, negra e hispânica residente em Washington Heights, a norte desta zona da periferia de Nova Iorque.

Os cientistas estudaram com idades entre os 60 e os 70, realizaram testes de memória que repetiram seis anos mais tarde para registarem os efeitos que um estilo de vida mais saudável para o coração poderia ter também para o cérebro.

Este estudo foi realizado em mais de mil pessoas que tinham problemas cardiovasculares e tentou pôr em práticas os sete princípios para uma vida saudável, divulgados pela American Heart Association. Para a promoção da saúde cardíaca, esta associação aconselha: alimentação saudável, manutenção de um peso adequado, deixar de fumar, realizar exercício com regularidade, controlar a pressão arterial, vigiar o colesterol e o nível de açúcar no sangue.

A equipa de Hannah Gardener submeteu a população em estudo a testes de memória, capacidade de planificação, rapidez de resposta mental e resolução de diversos problemas. Os resultados permitiram concluir que os que tinham um melhor desempenho a nível cardiovascular, tinham também uma melhor performance nos testes mentais.

Os mesmos testes realizados aos mesmo indivíduos, anos mais tarde, mostraram que os benefícios a nível cerebral de um estilo de vida saudável para o coração perduravam no tempo.

"Quando observamos as alterações na saúde cerebral ao longo do tempo, verifica-se um declínio muito reduzido em vários domínios cognitivos", explicou Hannah Gardener à rádio norte-americana NPR - National Public Radio.

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