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Seul alerta para perigo de sequestro dos seus cidadãos pela Coreia do Norte

A Coreia do Sul alertou hoje para o risco de os seus cidadãos serem sequestrados por Pyongyang, em retaliação contra a fuga de uma dúzia de funcionários de um restaurante norte-coreano na China.

© KCNA KCNA / Reuters

Doze mulheres que trabalhavam num restaurante na cidade chinesa de Ningbo desertaram, juntamente com o gerente, para a Coreia do Sul no mês passado.

Seul garante que as mulheres foram voluntariamente, enquanto Pyongyang insiste que foram enganadas e convencidas a desertar por espiões sul-coreanos que efetivamente as "sequestraram".

O Ministério da Unificação de Seul, que gere as relações intercoreanas, informou que as missões no estrangeiro têm sido aconselhadas a reforçar a vigilância.

"Estamos atentos a múltiplas possibilidades, incluindo sequestros ou terrorismo (...) pelo Norte", disse o porta-voz do ministério, Jeong Joon-Hee.

"Estamos a tentar garantir a segurança dos nossos cidadãos", disse aos jornalistas.

O jornal Hankook Ilbo escreve hoje que Pyongyang está a planear sequestrar sul-coreanos para trocar pelos 13 desertores.

"Estabelecem o objetivo de 120 pessoas, incluindo expatriados, soldados e dirigentes", escreve o jornal, citando uma fonte oficial próxima dos assuntos norte-coreanos.

Quase 30 mil norte-coreanos fugiram da pobreza e repressão, ao longo de décadas, e estabeleceram-se na Coreia do Sul.

No entanto, as fugas coletivas são raras, especialmente de funcionários de restaurantes no estrangeiro, que são habitualmente escolhidos de famílias consideradas leais ao regime.

A Coreia do Norte tem um historial de sequestros. O caso mais mediático aconteceu em 1978, durante o mandato do já falecido Kim Jong-Il, que mandou sequestrar, em Hong Kong, um realizador de cinema sul-coreano e a sua mulher. O casal conseguiu fugir em 1986.

Em 2002, a Coreia do Norte admitiu ter sequestrado 13 japoneses nos anos 1970 e 1980 para formarem os seus espiões em língua e cultura japonesas.

Lusa

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