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Suspeito de 11 mortes em Cabo Verde mostra-se arrependido

O soldado suspeito da morte de 11 pessoas num destacamento militar em Cabo Verde confessou o crime e mostra-se arrependido, disse hoje o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde demissionário, Alberto Barbosa Fernandes.

ANTÓNIO GOMES/LUSA

"Este caso do Monte Txota foi um caso isolado e um ato irrefletido de um jovem soldado que neste momento está arrependido", disse Alberto Barbosa Fernandes, que sexta-feira se demitiu do cargo de Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) de Cabo Verde.

"Mostra-se arrependido e disse que se fosse hoje, tanto não faria. Não cometia tal ato", acrescentou, confirmando que o suspeito, que foi detido na quarta-feira, alegou como motivos do crime uma discussão com um colega seguida de luta em que ele saiu derrotado.

"Os soldados, como se sabe num ambiente do tipo, gozam com as pessoas e ele sentiu-se humilhado e ameaçou matá-los, mas ninguém acreditou", disse.

O CEMFA disse ainda que o suspeito já explicou como conseguiu matar os oito colegas.

"Os soldados estavam nas respetivas camas e todos deitados. Explicou como assassinou os colegas", disse Alberto Barbosa Fernandes, adiantando que a investigação prossegue e que o suspeito "é a única testemunha" que há no momento.

Alberto Barbosa Fernandes, que à altura das mortes - na noite de 25 de abril - no destacamento militar de Monte Txota se encontrava em viagem a Moçambique, explicou hoje pela primeira vez publicamente os motivos da sua demissão.

As mortes de oito soldados e três civis, incluindo dois cidadãos espanhóis, de que é suspeito o soldado do mesmo destacamento Manuel António Silva Ribeiro, 22 anos, só foram conhecidas a meio da tarde de dia 26 de abril, quando um funcionário da CV Telecom deu o alerta de que o posto estava sem militares.

Manuel António Silva Ribeiro, 22 anos, que está a aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional Militar, na cidade da Praia, será julgado em Tribunal Militar, que segundo o CEMFA demissionário não funciona desde novembro de 2015.

"O Tribunal terminou as suas funções no passado mês de novembro de 2015 e foi feita nova proposta de nomeação dos membros do Tribunal Militar de Instância", o que não aconteceu até ao momento, segundo Alberto Barbosa Fernandes.

Lusa

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