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Abu Sayyaf ameaça matar três reféns depois de ter decapitado canadiano

​O grupo islamita filipino Abu Sayyaf divulgou um novo vídeo em que ameaça matar três reféns, depois de ter decapitado o canadiano John Risdel, no passado dia 25 de abril.

Os dirigentes do Abu Sayyaf garantem: "Continuamos a ter três reféns aqui. Se voltarem a adiar as negociações, decapitamo-los a todos a qualquer momento".

Os dirigentes do Abu Sayyaf garantem: "Continuamos a ter três reféns aqui. Se voltarem a adiar as negociações, decapitamo-los a todos a qualquer momento".

© Muhammad Hamed / Reuters

Nas imagens, em que também se podem ver os sequestrados, um dos rebeldes do Abu Sayyaf dirige-se às autoridades filipinas e canadianas.

"A lição é clara: John Ridsdel foi decapitado e continuamos a ter três reféns aqui. Se voltarem a adiar as negociações, decapitamo-los a todos a qualquer momento", afirma, em inglês, um dos membros do Abu Sayyaf.

Os sequestrados - o canadiano Robert Hall, o norueguês Kjartan Sekkingstad e a filipina Marites Flor - também surgem no vídeo, pedindo ajuda ao Canadá e às Filipinas.

"Peço ao Governo canadiano, ao Governo filipino, a amigos, familiares, a quem nos puder ajudar (...) Se não cumprirem com as exigências, seremos executados como o meu amigo John foi há uns dias", disse Sekkingstad.

O Abu Sayyaf, que sequestrou Hall, Sekkingstad, Flor e o falecido Ridsdel no passado dia 21 de setembro num complexo hoteleiro no sudeste das Filipinas, tinha exigido o pagamento de 300 milhões de pesos (6,3 milhões de dólares) por cada um dos reféns ocidentais até 25 de abril.

Ao não receberem o resgate, os extremistas executaram, nesse mesmo dia, Ridsdel e deixaram a sua cabeça num saco de plástico na ilha de Jolo, na província de Sulu.

No novo vídeo, o canadiano Robert Hall pede às forças de segurança das Filipinas, que lançaram uma ofensiva contra o Abu Sayyaf após a execução de Ridsdel, que cessem os ataques.

"Não sei o que estão a fazer, mas não nos está a ajudar. John (Ridsdel) foi sacrificado, a sua família destruída, e não sei do que é que estão à espera", diz o canadiano, ajoelhado junto aos colegas, e de frente para um grupo de seis rebeldes armados.

A filipina Marites Flor falou pela primeira vez e pediu ajuda, entre lágrimas, ao Presidente do país, Benigno Aquino, bem como a vários dos atuais candidatos à presidência e a individualidades, como o pugilista Manny Pacquiao.

Lusa

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