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Maduro autoriza referendo sobre a sua destituição se assinaturas forem validadas

O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, afirmou na terça-feira que irá autorizar um referendo sobre a revogação do seu mandato se as autoridades eleitorais validarem as 1,85 milhões de assinaturas submetidas numa petição.

reuters

"Se, neste segundo passo, disserem que as assinaturas foram recolhidas, avançamos para um referendo, ponto final", disse Maduro na sua declaração ao país na rádio, horas antes de o conselho eleitoral começar a analisar as assinaturas.

Na segunda-feira, a oposição venezuelana anunciou que depositou no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) 1,85 milhões de assinaturas pela realização de um referendo para revogar o mandato de Maduro.

As assinaturas foram recolhidas em apenas dois dias e durante a semana passada.

O CNE, considerado próximo do Governo, vai agora verificar se os votos mínimos necessários (1% dos 195.721 eleitores) foram alcançados.

O processo pode demorar um mês ou mais, mas a oposição já está a preparar um segundo passo, que é a recolha de quatro milhões de assinaturas para que o referendo possa ser realizado em novembro.

O referendo foi apenas utilizado uma vez na história da Venezuela, contra o antigo chefe de Estado Hugo Chavez, mas sem sucesso.

Desta vez, o referendo poderá beneficiar do crescente descontentamento social, ilustrado pelos motins registados nos últimos dias na segunda maior cidade do país, Maracaibo.

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