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Militares venezuelanos controlam morgue de Caracas

A morgue de Bello Monte (Caracas), amanheceu hoje militarizada horas depois de as autoridades confirmarem que foi assassinado o criminoso mais procurado da Venezuela, durante confrontos com a polícia venezuelana.

© Nacho Doce / Reuters

Segundo as rádios locais, todos os acessos à morgue estão bloqueados, porque aí se encontra o cadáver de José António Tovar Colina "El Picure", que as autoridades esperam que venha a ser reclamado por algum familiar.

Efetivos da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) estão a impedir o acesso de jornalistas e de populares, apenas autorizando a entrada de funcionários da morgue.

A imprensa local dá conta que está a ser impedido também a entrada de novos cadáveres, os quais têm que permanecer nos hospitais.

As autoridades venezuelanas anunciaram, na tarde de terça-feira (noite em Lisboa) que "El Picure" tinha sucumbido durante confrontos com a polícia.

Os confrontos tiveram lugar em El Sombrero, no Estado venezuelano de Guárico (a sudoeste de Caracas).

"El Picure", 27 anos, era conhecido por liderar um grupo criminoso, paramilitar, que operava em vários Estados da Venezuela e era acusado de estar envolvido em mais de 14 homicídios, incluindo casos de morte por encomenda, roubo, sequestro e tráfico de drogas.

Desde 2013 que era procurado pelas autoridades.

Em 2008 começou a roubar carros de fazendeiros, comerciantes e construtores, aos que depois exigia que pagassem quantias de dinheiro pela devolução da viatura, assassinando quem se negasse a fazê-lo.

Em 2015, duas dezenas de assaltantes relacionados com "El Picure" morreram em confrontos com a polícia.

Lusa

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