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Residentes regressam a casa após extensão de trégua em Alepo

As famílias de Alepo regressaram a casa e as escolas reabriram depois de anunciada a extensão do cessar-fogo, no sábado, por 72 horas na cidade síria.

© Hosam Katan / Reuters

Mais de 300 civis morreram nas duas semanas de intensos combates na cidade dividida, antes de a trégua ter entrado em vigor, na passada quinta-feira, com ataques aéreos das forças do Governo e bombardeamentos pelos rebeldes.

Com o cessar-fogo, os residentes regressaram ao leste de Alepo, encorajados pela suspensão dos confrontos mortais.

"Decidi voltar a casa depois de familiares me terem dito que [a cidade] estava calma", disse à AFP Abu Mohammed, pai de seis crianças.

"Tínhamos ido embora porque aqui era uma carnificina. Os ataques aéreos eram incríveis", explicou o residente do bairro de Kalasseh, numa área controlada pelos rebeldes.

A comunidade internacional espera que uma suspensão dos combates permita recuperar as negociações de paz para pôr fim à guerra de cinco anos que já matou mais de 270 mil pessoas e obrigou milhões a deixarem as suas casas.

As escolas do leste de Alepo reabriram no sábado depois de terem estado mais de duas semanas fechadas.

"Houve muitos bombardeamentos e os nossos pais ficaram assustados e não nos deixaram ir à escola", explicou um aluno à agência.

O Ministério da Defesa russo anunciou, minutos antes no final do cessar-fogo inicial, que a trégua tinha sido alargada "para prevenir que a situação piore".

"O regime de silêncio na província de Latakia e na cidade de Alepo foi estendido das 00:01 de 07 de maio por 72 horas", indicou um comunicado do ministério.

Lusa

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