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França investiga acusações de agressões sexuais de deputado

O Ministério Público de Paris abriu um inquérito na sequência de revelações publicadas na imprensa com o testemunho de oito mulheres que dizem ter sofrido assédio e agressões sexuais por parte do deputado ecologista francês, Denis Baupin.

Baupin (na foto, ao centro) negou os factos alegados pelas oito mulheres que o acusaram, todas elas vinculadas ao partido Os Verdes, que Baupin abandonou há um mês.

Baupin (na foto, ao centro) negou os factos alegados pelas oito mulheres que o acusaram, todas elas vinculadas ao partido Os Verdes, que Baupin abandonou há um mês.

© Philippe Wojazer / Reuters

As autoridades judiciais parisienses sublinharam num comunicado citado pela agência France Press que abriram o inquérito, não obstante até agora não existir qualquer queixa formal perante a Justiça, "depois das alegações aparecidas na imprensa contra Denis Baupin", que se demitiu na segunda-feira da vice-presidência da Assembleia Nacional francesa na sequência do escândalo.

Os testemunhos das oito mulheres publicados são "suscetíveis de ser qualificados como agressões sexuais, assédio sexual, chamadas telefónicas mal-intencionadas" por parte do deputado, marido da ministra francesa da Habitação, também ecologista, Emmanuelle Cosse, precisa o Ministério Público.

Os agentes da Brigada de Repressão da Delinquência contra as Pessoas, a quem foi encomendada a investigação, vão "ouvir as presumíveis vítimas, comprovar datas e lugares de ocorrência dos factos alegados e ouvir todos os testemunhos úteis", acrescenta-se no texto.

Baupin, que negou os factos alegados pelas oito mulheres que o acusaram - todas elas vinculadas ao partido Os Verdes, que Baupin abandonou há um mês - deixou ontem o seu cargo de vice-presidente da Câmara dos Deputados de França, com o objetivo, segundo explicou, e de acordo com a Efe, de "proteger as instituições da República" e "garantir" a sua defesa.

O deputado avançou que está a ponderar processar as oito mulheres por difamação. Emmanuelle Cosse, que foi durante anos a líder dos Verdes e se afastou do partido para entrar em fevereiro passado no Governo do socialista François Hollande, afirmou hoje que confia no seu marido, mas também que é e será "intransigente" com as questões de assédio e agressão sexuais.

A ministra acrescentou que as alegações sobre o seu marido são "tão graves" que, quer se demonstrem verdadeiras como falsas, apenas poderão ser dirimidas perante a justiça.

Lusa

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