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Forças de segurança venezuelanas impediram marcha promovida pela oposição

Efetivos das forças de segurança venezuelanas impediram hoje milhares de pessoas, convocadas pela oposição, de marcharem até ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), em Caracas.

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

O objetivo da marcha era defender a realização de um referendo para revogar o mandado do Presidente Nicolás Maduro.

A marcha, encabeçada pelo ex-candidato presidencial Henrique Capriles Radonski, partiu desde Bello Monte em direção a Plaza Venezuela (ambas a leste de Caracas) e foi interrompida por vários autocarros e camiões, por um cordão de efetivos da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e viaturas blindadas da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar).

Os manifestantes tentaram rodear os obstáculos, alterando a marcha até à autoestrada Francisco Fajardo (que atravessa Caracas pelo sul), mas foram novamente bloqueados pelas forças de segurança, que dispararam granadas de gás lacrimogéneo.

Devido à intervenção das forças de segurança, os manifestantes não chegaram a percorrer nem dois quilómetros.

Segundo o deputado Júlio Borges, do partido Primeiro Justiça, Henrique Capriles Radonski foi atacado no rosto, com uma lata de gás, por um oficial da PNB com quem tentava negociar para poder avançar até ao centro de Caracas.

O ataque ocorreu no município Libertador, governado por Jorge Rodríguez, do partido governamental, e o ex-candidato presidencial teve que ser levado a um centro médico, onde está, segundo fontes da oposição, "a recuperar satisfatoriamente".

A marcha tinha sido convocada pela oposição que pretendia chegar ao CNE para exigir que esse organismo inicie o processo de verificação das mais de 1,8 milhões de assinaturas entregues para solicitar a convocação de um referendo que revogue o mandato do Presidente Nicolás Maduro.

A oposição insiste que o CNE está a desrespeitar os prazos previstos na lei, o que poderá demorar a realização do referendo.

Lusa

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