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Governo português preocupado com situação na Guiné-Bissau

O Governo manifestou hoje, em comunicado, preocupação com a instabilidade política na Guiné-Bissau e afirmou esperar que a atual situação "não venha a fazer perigar a aplicação do Programa Estratégico de Cooperação".

© Rafael Marchante / Reuters

"O Governo português tem seguido com preocupação (...) o agravamento da situação de crise institucional na Guiné-Bissau e lamenta que, pela segunda vez no espaço de menos de um ano, não tenha sido possível ao Governo levar a cabo o seu mandato", refere, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, é "urgente" consolidar os progressos conseguidos após as eleições de 2014 e "ultrapassar o presente clima de desconfiança e incerteza, que veio pôr em risco as perspetivas de desenvolvimento que se abriram no país".

"A ausência da necessária estabilidade política suscita dúvidas sobre a exequibilidade dos projetos de cooperação com a Guiné-Bissau, bem como sobre a prossecução das reformas necessárias ao país e há muito reconhecidas pela comunidade internacional", sublinha o Governo.

Portugal espera que a "evolução política na Guiné-Bissau não venha a fazer perigar a aplicação do Programa Estratégico de Cooperação, fazendo votos para que seja encontrada uma situação estável e duradoura no quadro da legalidade constitucional".

No comunicado, o Governo português manifesta também solidariedade com o povo guineense e insiste na "necessidade imperiosa de ser restabelecido o diálogo entre os diferentes atores políticos".

O Governo da Guiné-Bissau liderado pelo veterano Carlos Correia foi demitido hoje pelo Presidente da República, José Mário Vaz, de acordo com um decreto presidencial.

"O Governo não dispõe de apoio maioritário" no parlamento, justifica-se no decreto, que acrescenta "não haver condições financeiras e ser desaconselhado" avançar para eleições, pelo que "é demitido o Governo".

O decreto presidencial 01/2016 foi divulgado ao princípio da tarde, em Bissau, depois de o chefe de Estado ter feito uma comunicação ao país, durante a manhã, em que apontava a demissão do Governo como única solução para a crise política no país.

Lusa

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