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Jornal do PC Chinês diz que imprensa britânica precisa de uma lição de boas maneiras

A imprensa britânica está repleta de "bárbaros", que precisavam de uma "lição de boas maneiras da antiga civilização chinesa", defendeu hoje um jornal do Partido Comunista da China (PCC), após a gafe de Isabel II.

A rainha de Inglaterra foi captada por uma câmara de televisão, na terça-feira, a descrever como "muito rude" a delegação chinesa que acompanhou no ano passado uma visita de Estado do Presidente chinês, Xi Jinping, ao Reino Unido.

Os comentários, que mereceram destaque na imprensa de todo o mundo, foram inicialmente censurados na China, que interrompeu a transmissão do canal britânico BBC.

O Global Times, uma publicação do grupo Diário do Povo, o órgão oficial do PCC, acusa a imprensa britânica de dar uma dimensão desproporcional ao incidente e difundir a filmagem como se fosse "o tesouro mais precioso".

"O ocidente nos tempos modernos atingiu o apogeu e criou uma civilização brilhante, mas a sua imprensa está cheia de coscuvilheiros irresponsáveis", acusa o jornal, em editorial.

Segundo o mesmo texto, aqueles "coscuvilheiros mostram os dentes, põem as garras de fora e são narcisistas, retendo os maus modos dos bárbaros".

"À medida que eles forem expostos a 5.000 anos de contínua civilização oriental, acreditamos que irão progredir", acrescenta, referindo que seria impensável que as autoridades britânicas tivessem deliberadamente vazado a filmagem.

"Se fosse propositado, isso seria, sim, um gesto verdadeiramente cruel e rude", afirma.

Londres e Pequim proclamaram o início de uma "era de ouro" nas relações entre o antigo poder imperial, que no século XIX invadiu por várias vezes a China, hoje a segunda maior economia do mundo.

Durante a visita de Xi ao Reino Unido, em outubro passado, os dois países assinaram vários contratos, que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, avaliou, no conjunto, em 58 mil milhões de dólares.

Sobre os comentários da rainha, o Global Times considerou-os como irrelevantes.

"Os diplomatas chineses de certeza que também falam mal dos burocratas britânicos em privado", conclui.

Lusa

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