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Oito em cada dez habitantes das cidades respiram ar poluído

Mais de oito em cada dez habitantes de cidades que monitorizam a qualidade do ar estão expostos a níveis de poluição superiores aos limites definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revela um relatório.

© Yves Herman / Reuters

O mais recente índice da qualidade do ar urbano, que atualiza dados de 2014, abrange cerca de 3.000 cidades em 103 países e conclui que 98% das cidades em países de médio e baixo rendimento com mais de cem mil habitantes não cumprem as recomendações da OMS.

Já nos países ricos, a percentagem de cidades em incumprimento desce para 56%.

A OMS recorda que a poluição do ar faz aumentar os riscos de acidente vascular cerebral, doença cardíaca, cancro do pulmão e doenças respiratórias crónicas e agudas, como a asma.

"A poluição do ar é uma importante causa de doença e morte", disse a diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, da Mulher e da Criança, Flavia Bustreo, aplaudindo o facto de o número de cidades que monitoriza a qualidade do seu ar ter quase duplicado desde 2014.

"Quando o ar sujo cobre as nossas cidades, as populações urbanas mais vulneráveis - os maios novos, os mais velhos e os mais pobres - são os mais afetados", acrescentou a responsável, citada num comunicado da OMS.

Numa análise da evolução dos níveis de partículas finas e inaláveis ao longo de cinco anos (2008-2013) em 795 cidades de 67 países, a OMS concluiu que os níveis de poluição aumentaram globalmente cerca de oito por cento, apesar de melhorias em algumas regiões.

Apesar disso, mais de metade das cidades monitorizadas nos países de alto rendimento e mais de um terço em países de médio e baixo rendimento reduziram os seus níveis de poluição do ar em mais de 5% em cinco anos.

Em geral, os níveis de poluição do ar das cidades foram menores em países de alto rendimento, particularmente na Europa, Américas e na região do Pacífico ocidental.

Os maiores níveis de poluição do ar foram registados nos países de baixo e médio rendimento, em particular no Mediterrâneo oriental e no sudeste asiático, onde algumas médias anuais excedem em cinco a dez vezes os limites da OMS.

Nestas regiões, assim como nos países pobres da região do Pacífico Ocidental, os níveis de poluição aumentaram mais de 5% em dois terços das cidades analisadas.

Na região de África, os dados sobre a poluição do ar urbano são escassos, mas os números disponíveis revelam níveis acima da mediana.

Segundo a OMS, a poluição do ar ambiente, provocada por elevadas concentrações de partículas inaláveis e partículas finas, é o maior fator de risco ambiental para a saúde, causando mais de três milhões de mortes prematuras por ano em todo o mundo.

"A poluição do ar urbano continua a aumentar a um nível alarmante, provocando o caos na saúde humana", disse a diretora do departamento de Saúde Pública, Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde da OMS, Maria Neira, citada no comunicado.

Segundo as recomendações da OMS, reduzir a poluição por partículas inaláveis de 70 para 20 microgramas por metro cúbico (µg/m) faria reduzir as mortes relacionadas com a poluição do ar em cerca de 15%.

Lusa

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