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China acusa EUA de distorcer factos sobre política militar e prejudicar relações

A China acusou hoje os Estados Unidos de deliberadamente distorcer os factos sobre política militar, em referência ao relatório divulgado na sexta-feira pelo Pentágono, avisando Washington de que "prejudicou gravemente" a relação de confiança entre as duas superpotências.

© Edgar Su / Reuters

O Pentágono acusou na sexta-feira a China de estar a utilizar "táticas coercivas" e a fomentar tensões regionais à medida que expande a sua presença marítima no sul do Mar da China, mas evitando desencadear um conflito armado.

No relatório anual ao Congresso, o Departamento de Defesa traçou o rápido crescimento militar da China e descreveu como está a defender a sua reivindicação da soberania no Mar da China.

O ano passado, por exemplo, a China destacou para o sul do Mar da China navios da guarda costeira para manter uma presença "quase contínua" no local.

Segundo o Departamento de Estado, a China destacou também aviões e navios para patrulhar um conjunto de ilhas conhecidas como Senkaku, em japonês, e Diaoyu, em chinês.

"A China está a usar táticas coercivas para fazer prevalecer os seus interesses, mas sem provocar conflito", refere o relatório.

Na resposta divulgada hoje, através dos meios de comunicação social do Estado chinês, um porta-voz do Ministério da Defesa do país acusou o Pentágono de "deliberadamente distorcer as políticas de defesa chinesas".

"São os Estados Unidos que têm mostrado poderio militar ao frequentemente enviarem aviação e navios de guerra para a região", disse o porta-voz Yang Yujun, segundo a agência de notícias estatal Xinhua, citada pela AFP.

O responsável acrescentou que o relatório anual ao Congresso norte-americano "prejudicou gravemente a confiança mútua entre os dois lados".

Yang acusou os Estados Unidos de estarem na origem da "militarização" do sul do Mar da China, um território reivindicado por países como o Vietname, Taiwan, Brunei, Malásia, Filipinas, assim como pela China.

O sul do Mar da China é uma importante rota marítima e pensa-se que ali estejam depositados importantes recursos energéticos.

A região tornou-se numa crescente fonte de tensão entre Pequim e Washington. Os americanos receiam que a China esteja a tentar impor controlo militar em toda a zona, onde os chineses construíram grandes estruturas como sistemas de radar e pistas de aviação.

Lusa

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