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Cientista que descobriu anéis de Neptuno morreu em Paris aos 73 anos

O astrofísico francês Andre Brahic, um dos cientistas que descobriu os anéis de Neptuno, morreu em Paris aos 73 anos, anunciou hoje o seu editor, Odile Jacob.

Société Française d'Astronomie et d'Astrophysique/Facebook

"Ele tinha um carácter brilhante... extraordinariamente caloroso, profundo e autêntico, um grande professor, também um grande contador de histórias e um escritor", disse Jacob, próximo de Brahic.

André Brahic, especialista do sistema solar, lançou em 1984 um programa que levou à descoberta, com o astrónomo norte-americano William Hubbard, dos anéis em volta do planeta gasoso Neptuno.

O presidente francês, François Hollande enalteceu, num comunicado, André Brahic como sendo uma mente brilhante "que sabia como fazer simples os mistérios do céu".

Brahic nasceu em 1942 em Paris, quando a cidade estava ocupada pelos nazis. Filho de uma família modesta, o cientista e investigador iniciou-se na astrofísica após o final da II Grande Guerra Mundial. Evry Schatzman, tido como o pai da astrofísica em França foi seu professor.

Na década de 1980, Brahic tornou-se especialista na exploração do sistema solar com a ajuda da sonda Voyager, da NASA, e, mais tarde, com a sonda Cassini, que se mantém operacional.

Era também astrofísico da Comissão para a Energia Atómica e Energias Alternativas (CEA) e professor na Universidade de Paris.

O seu interesse por Saturno e pelos seus anéis levou à investigação sobre Neptuno.

O anel mais afastado de Neptuno divide-se em três arcos a que Brahic deu os nomes de Liberdade, Fraternidade e Igualdade.

Em 1990, o asteroide número 3488 foi batizado com o seu nome (Brahic).

O cientista francês escreveu vários livros de divulgação da astrofísica.

Lusa

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