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Netanyahu questiona imparcialidade da França na iniciativa para a paz da UNESCO

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Natanyahu, revelou hoje ter comunicado ao ministro dos Negócios Estrangeiros que o apoio dado por Paris à resolução da UNESCO sobre Jerusalém lança dúvidas sobre a imparcialidade da iniciativa de paz.

© Ronen Zvulun / Reuters

"Eu disse-lhe que a escandalosa resolução aprovada pela UNESCO com o apoio da França, que não reconhece a ligação de milhares de anos entre o povo judeu e o Monte do Templo, em Jerusalém, lança dúvidas sobre a imparcialidade da França no processo", disse Netanyahu aos membros do seu Governo, após o encontro com Jean-Marc Ayrault.

O Monte do Templo, também designado de Nobre Santuário pelos muçulmanos, é um lugar sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos, sendo um dos locais mais disputados do mundo.

Netanyahu aludia a uma resolução aprovada o mês passado pela UNESCO que não faz qualquer referência ao facto à ligação que os judeus têm com o Monte do Templo e à sua importância sagrada para o judaísmo.

Ayrault visitou Jerusalém e Ramallah, onde se avistou com o presidente palestiniano Mahmud Abbas, para preparar o encontro internacional, a 30 de maio, destinado a reatar as conversações de paz, depois do colapso em abril de 2014 do acordo mediado pelos Estados Unidos.

Os representantes israelitas e palestinianos não foram convidados para o encontro em França, tendo Netanyahu reiterado a sua oposição às tentativas indiretas de solucionar o conflito, acusando os palestinianos de se recusarem a ter negociações diretas.

"Disse-lhe (a Ayrault) que a única maneira de avançar uma paz verdadeira entre nós e os palestinianos é através de conversações directa, sem pré-condições", relatou Netanyanhu aos seus ministros.

Segundo o primeiro-ministro israelita, qualquer tentativa indirecta e distante de negociar a paz permite aos palestinianos fugirem da questão central do conflito, que é não reconhecerem o Estado de Israel".

"Eles, simplesmente, evitam negociar connosco", observou Netanyanhu.

Lusa

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