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Abril foi o 7º mês consecutivo com temperaturas mais altas desde que há registo

O mês passado foi o abril mais quente desde que há registo, numa série de 7 meses consecutivos com recorde de temperaturas elevadas. Os cientistas têm alertado para o problema do aquecimento global desde, pelo menos, 1980. E desde 2000, os dados têm sido evidentes. A grande novidade reside agora no facto de além de se alcançarem recordes de altas temperaturas, as diferenças em relação aos valores anteriores serem cada vez maiores.

As norte-americanas NASA e National Oceanic and Atmospheric Administration estão a realizar estudos meteorológicos que indicam que os recordes de altas temperaturas têm sido sucessivamente quebrados. Abril foi o sétimo mês consecutivo com os valores mais elevadores de sempre.

O fenómeno meteorológico El Niño tem contribuído este ano para um aumento da temperatura e registo de seca severa em vários países, em especial na América Latina e em África.

Gavin Schmidt, responsável da NASA, afirmou ao Huffington Post que há 99% de possibilidade de 2016 ser o ano mais quente desde que há registo. Outros especialistas alertaram para o facto de este ano poder vir a ultrapassar as temperaturas registadas em 2015, com grande probabilidade de se verificar a maior diferença de valores entre dois anos.

"O mais interessante é a escala diferencial em que os recordes são alcançados. Estamos claramente a evoluir na direção errada", disse ao The Guardian Andy Pitman, especialista da Universidade de New South Wales, na Austrália.

Pitman considera que números recentes da NASA colocam em dúvida os termos do Acordo de Paris. Líderes de mais de 170 países assinaram, no mês passado.

O Acordo de Paris compromete os seus subscritores a limitar a subida da temperatura abaixo dos 2 graus Celsius em relação ao período pré-industrial e a "prosseguir os seus esforços" para limitar esta subida a 1,5 graus Celsius. Este ambicioso objetivo vai exigir uma vontade prolongada e centenas de milhares de milhões de dólares para garantir a transição para energias limpas.

"O objeto de 1,5 é o desejável, mas não sei se será alcançado mesmo que parem hoje as emissões. Há muita inércia no sistema. A pressão é muito grande para que o valor passe para 2 graus Celsius", disse Pitman, referindo-se ao valor que muitos cientistas consideram que possam causar danos irreparáveis no planeta.

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