sicnot

Perfil

Mundo

23 milhões de adolescentes em risco de gravidez indesejada

Vinte e três milhões de adolescentes em países em desenvolvimento correm o risco de gravidez indesejada por falta de contraceção eficaz, revela um estudo hoje publicado, que propõe investimentos para evitar 3,2 milhões de abortos anuais.

© Thomas Mukoya / Reuters

Realizado por investigadores do Instituto Guttmacher, uma organização sediada em Nova Iorque que visa melhorar a saúde sexual e reprodutiva nos EUA e no Mundo, o estudo conclui que cerca de metade das gravidezes em jovens de entre 15 e 19 anos nas regiões em desenvolvimento são indesejadas.

Mais de metade das gravidezes não desejadas acaba em aborto, muitas vezes sem condições de segurança, conclui o documento, intitulado "Custos e Benefícios de Cobrir as Necessidades de Contraceção das Adolescentes".

Liderados por Jacqueline E. Darroch, os autores do relatório estimam que 38 milhões dos 252 milhões de raparigas de 15--19 anos nos países em desenvolvimento são sexualmente ativas e querem evitar engravidar.

No entanto, 23 milhões têm uma necessidade não satisfeita de contraceção moderna, ou seja, querem evitar uma gravidez nos próximos dois anos, mas não estão a usar contracetivos eficazes.

A maioria não usa qualquer método de contraceção (84%), enquanto as restantes praticam métodos tradicionais, como o coito interrompido ou a abstinência periódica, que são menos eficazes do que os métodos modernos.

Atualmente, 15 milhões de raparigas dos 15 aos 19 anos usam contracetivos modernos, prevenindo 5,4 milhões de gravidezes indesejadas por ano.

Destas gravidezes, 2,9 milhões teriam terminado em aborto. A contraceção moderna evita também a morte de cerca de 3.000 mães adolescentes por ano nos países em desenvolvimento.

Segundo o estudo, cobrir as necessidades de contraceção moderna das jovens de 15 a 19 anos nos países em desenvolvimento reduziria em seis milhões o número anual de gravidezes não desejadas (menos 59%), o que permitiria evitar 2,1 milhões de nascimentos não planeados (menos 62%), 3,2 milhões de abortos (menos 57%) e 5.600 mortes maternas (menos 71%).

Os investigadores fizeram as contas aos custos de melhorar os serviços prestados àquelas que já usam contracetivos e de alcançar aquelas que não têm atualmente acesso e concluíram que seriam precisos 770 milhões de dólares anuais, mais 548 milhões do que atualmente se gasta.

Por uma média de 21 dólares anuais por utilizador, estes investimentos permitiriam, não só fornecer contracetivos e informação, mas também formação e supervisão para os profissionais de saúde, melhorias nas instalações e sistemas de abastecimento e esforços de informação e comunicação para garantir que as adolescentes têm apoio na escolha e uso correto de um método.

Os autores do estudo recordam que, além de reduzir os abortos e a mortalidade materna, a prevenção da gravidez adolescente "é essencial para melhorar a saúde sexual e reprodutiva das adolescentes, assim como o seu bem-estar social e económico".

A gravidez adolescente está associada a um menor nível de instrução entre as mães e contribui para perpetuar o ciclo de pobreza de uma geração para a outra.

Lusa

  • Equipa da SIC impedida de entrar na Venezuela

    País

    A SIC tinha uma equipa a caminho da Venezuela para cobrir as eleições da Assembleia Constituinte que decorrem no domingo. No entanto o jornalista Luís Garriapa e o repórter de imagem Odacir Junior foram impedidos de entrar no país. A equipa de reportagem foi barrada à chegada ao aeroporto de Caracas.

  • "Fomos considerados inadmissíveis no território da Venezuela"
    4:43

    País

    O jornalista Luís Garriapa entrou em direto no Jornal da Noite, para explicar o que aconteceu esta quinta-feira, no aeroporto de Caracas. A equipa de reportagem de SIC foi impedida de entrar na Venezuela, onde ia cobrir as eleições da Assembleia Constituinte, marcadas para domingo.

  • Oposição alarga protesto e anuncia "tomada da Venezuela"

    Mundo

    A oposição venezuelana recusou esta quinta-feira a proibição de manifestações decretada pelo Governo e avisou que, em resposta, ampliará o protesto previsto para sexta-feira, passando de uma "tomada de Caracas" para uma "tomada da Venezuela".

  • Marcelo lembra como foi tratada a tragédia durante a ditadura
    2:25

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar diretamente a polémica em torno da lista das vítimas mortais de Pedrógão Grande, mas recorreu às cheias de 1967 para lembrar como as tragédias eram tratadas no tempo da ditadura. O Presidente da República defendeu que não é possível esconder a dimensão de uma tragédia num regime democrático. Há 50 anos, Marcelo Rebelo de Sousa acompanhou de perto a forma como o regime tentou esconder a verdadeira dimensão do incidente.

  • Ministra admite falhas no SIRESP no presente e no passado
    2:35

    País

    A ministra da Administração Interna admitiu, esta quinta-feira, que o SIRESP falha no presente tal como já falhou no passado, quando a tutela pertencia ao Governo PSD. Os sociais-democratas quiserem ouvir Constança Urbano de Sousa na comissão parlamentar mas desta vez a ministra defendeu-se com um ataque. 

  • À descoberta de Dago, o destroço mais visitado em mergulho de profundidade
    13:51
  • Uma viagem aérea pela aldeia histórica de Monsanto
    0:50
  • Quase três mil toneladas de plástico ameçam tartarugas no Mediterrâneo
    2:35

    Mundo

    O Mar Mediterrâneo está sob a ameaça de se tornar uma lixeira com três mil toneladas de plástico a flutuarem entre a Europa e África. Há milhões de turistas a nadarem nestas águas e há espécies marinhas que já estão em perigo. No Chipre, os cientistas estão a tentar proteger tartarugas, cuja alimentação já é quase totalmente de plástico.

  • Deputado da Malásia diz que negar sexo ao marido é uma forma de abuso

    Mundo

    Um deputado malaio tem sido alvo de algumas críticas na internet, depois de ter dito que negar sexo a maridos é uma forma de abuso psicológico e emocional por parte das mulheres. As declarações de Che Mohamad Zulkifly Jusoh foram feitas durante um debate sobre as alterações às leis de violência doméstica, na quarta-feira.

    SIC