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Destituição de Dilma Rousseff chegou ao Festival de Cannes

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"Parem o golpe de Estado": a equipa do único filme brasileiro em competição em Cannes quis chamar a atenção para o momento político que se vive no Brasil.

Realizador Kleber Mendonça Filho (dir.), atores Maeve Jinkings (terceira à esq.) e Sónia Braga (centro), produtora Emilie Lesclaux (segunda à direita)

Realizador Kleber Mendonça Filho (dir.), atores Maeve Jinkings (terceira à esq.) e Sónia Braga (centro), produtora Emilie Lesclaux (segunda à direita)

© Yves Herman / Reuters

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

© Yves Herman / Reuters

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

"O Brasil já não é uma democracia", "Nós resistiremos" e "54.501.118 votos incendiados" são alguns dos slogans que a equipa de "Aquarius" de Kleber Mendonça Filho exibiu na escadaria do Palácio dos Festivais.

O 13º filme em competição foi hoje exibido. É uma crónica sobre a atual sociedade brasileira e conta com Sónia Braga entre os atores.

A Presidente Dilma Rousseff foi destituída do cargo a 12 de maio num processo controverso. Vai a julgamento por suspeitas de irregularidades orçamentais com despesas não autorizadas.

Enquanto decorre o julgamento, que não poderá exceder um período de 180 dias, Michel Temer, até agora vice-presidente, assumiu os destinos do país.

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