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Morreu manifestante agredido pela polícia do Quénia

Um manifestante que participou na segunda-feira nas manifestações em Nairobi contra as autoridades eleitorais morreu devido às agressões da polícia, denunciou hoje a Comissão de Direitos Humanos do Quénia (KNCHR, na sigla em inglês).

EPA

Kaqwiria Mbogori, diretora da comissão, confirmou hoje em conferência de imprensa a morte de um homem cuja violenta agressão policial, a cargo de vários agentes, foi amplamente divulgada nos media e nas redes sociais. A polícia queniana não quis pronunciar-se sobre o caso.

"A comissão está consternada com as cenas sangrentas vividas ontem (segunda-feira) em Kisumu, Nairobi, Kisii e Machakos, onde manifestantes que já tinham sido imobilizados foram vítimas de uma violência espantosa da polícia", disse Mbogori, assinalando que as ações "constituem sérias violações dos direitos humanos, da Constituição e do Estado de Direito".

A KNCHR qualificou como tortura a força utilizada pela polícia para reprimir os protestos organizados em várias cidades do Quénia pela principal formação da oposição, a Coligação para a Reforma e a Democracia (CORD), contra os responsáveis da Comissão Eleitoral, cuja demissão exige.

A oposição acusa a Comissão Eleitoral Independente (IEBC, na sigla em inglês) de já ter organizado com o governo a manipulação das presidenciais de 2017.

À CORD, Mbogori pediu que defenda os seus interesses "no âmbito do Estado de Direito", adiantando que a oposição não realizou qualquer iniciativa junto de qualquer órgão público ou tribunal para exigir responsabilidades à comissão eleitoral.

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