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Dezenas de pessoas exigem a liberdade para os presos políticos na Venezuela

Liberdade para os presos políticos na Venezuela foi o mote de uma concentração que hoje juntou cerca de 40 pessoas em frente à Assembleia da República, em Lisboa.

Tiago Petinga

Na iniciativa, promovida pelo eurodeputado do Partido da Terra-MPT José Inácio Faria e pelo eurodeputado do Partido Social Democrata (PSD) Carlos Coelho, estiveram presentes vários membros da comunidade venezuelana que residem em Portugal e que se agrupam em torno da Venexos, associação de apoio a emigrantes venezuelanos em Portugal.

Numa faixa empunhada por alguns manifestantes podia ler-se a frase "Medicamentos para a Venezuela", enquanto outros manifestantes exibiam pequenos cartazes a pedir a liberdade de alguns dos presos venezuelanos mais notórios como Leopoldo López e Antonio Ledezma.

"Viva a Venezuela, liberdade para os presos políticos já", "Sim, é possível", "Chega de impunidade" e "Referendo já" foram algumas das palavras de ordem que ecoaram junto do parlamento português.

No final, entre bandeiras da Venezuela, gritou-se liberdade, cumpriu-se um minuto de silêncio e entoou-se o hino do país.

Hélio Pestana, representante da Venexos na região norte de Portugal, denunciou o "terrorismo de Estado" numa curta intervenção, enquanto o eurodeputado do MPT exigiu a liberdade dos presos políticos, uma "obrigação moral" do Estado venezuelano.

"Esta concentração destina-se a apelar com a nossa voz ao mundo inteiro e pela possibilidade do povo venezuelano poder avançar com o plebiscito sobre o revogatório [processo de destituição do Presidente venezuelano Nicolás Maduro] e sobre a carência de medicamentos", disse, em declarações à Lusa, José Inácio Faria.

"Fui o único eurodeputado português que esteve nas eleições legislativas venezuelanas de 06 de dezembro e nos contactos que efetuei senti que os portugueses se sentem desamparados, abandonados", acrescentou.

Em Portugal vivem entre 20 mil a 25 mil venezuelanos, para além dos cerca de 50 mil que regressaram ao país e que possuem o estatuto de dupla nacionalidade.

Lusa

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