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Chineses são os mais disponíveis para acolher refugiados

Chineses, alemães e britânicos estão no topo a lista dos povos que mostram maior vontade de acolher refugiados, de acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional.

© Marko Djurica / Reuters

Russos, Indonésios e tailandeses são considerados os menos acolhedores dos 27 países analisados no Índice de Acolhimento de Refugiados (Refugees Welcome Index), que mede os níveis de aceitação pública dos refugiados.

O índice coloca os países numa escala baseada na disponibilidade, manifestada pelos seus cidadãos, para receber refugiados nas suas casas, bairros, cidades ou vilas e países.

Em todo o mundo, uma em cada dez pessoas está disponível para receber refugiados na sua casa.

"Os números falam por si, disse Shalil Shetty, secretário-geral da Amnistia Internacional.

"As pessoas estão disponíveis para fazer os refugiados sentirem-se bem-vindos", mas as respostas desumanas à crise dos refugiados estão "desfasadas da visão dos seus cidadãos".

O conflito na Síria, que dura há cinco anos e já causou a morte de cerca de 270 mil pessoas, gerou uma crise no Médio Oriente e na Europa, à medida que as pessoas fugiam do conflito.

Na China, país classificado como o mais acolhedor, 46% das pessoas disse estar disponível para receber refugiados em sua casa.

Em segundo lugar ficou o Reino Unido, com 29% a manifestarem essa disponibilidade. Já na Alemanha, um em cada dez cidadãos afirmou que aceitaria refugiados em sua casa, 56% acolheria no seu bairro e 96% no país.

Na Rússia, país com a pior classificação, 61% disse rejeitar que os refugiados tenham acesso ao seu país.

Para Shetty, há "um sentimento geral de que o Ocidente não deu uma resposta" apropriada no apoio aos refugiados.

"Acredito que a população chinesa está a enviar uma mensagem de que os acolheria. Claro que isto não significa que a China tenha recebido muitos refugiados, por isso é tempo de o Governo fazer algo nesse sentido", disse à AFP.

O índice da Amnistia incluiu inquéritos a mais de 270 mil pessoas e foi realizado pela empresa GlobeScan.

Lusa

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