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Qatar Airways recusa transportar galgos destinados ao Canídromo de Macau

A companhia aérea Qatar Airways assegura que, até à data, nunca transportou galgos para a China, que têm como destino o Canídromo de Macau, e que não tenciona fazê-lo no futuro.

(Reuters)

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"Até à data, a Qatar Airways nunca transportou nenhum carregamento de galgos para a China. Devido à preocupações relacionadas com o bem-estar dos animais, a Qatar Airways também não tem intenção de o fazer no futuro", afirmou a companhia aérea em resposta a diversos comentários publicados na sua página oficial no Facebook.

A operar há 50 anos, o Canídromo de Macau viu a licença renovada em 2005, por dez anos, pelo que se gerou a expetativa de que pudesse encerrar no final de 2015. Contudo, o Governo renovou a concessão da Yat Yuen por mais um ano, argumentando que não seria "justo" encerrar o espaço "de um dia para o outro".

Em contagem decrescente para o fim do novo prazo, a Sociedade Protetora dos Animais de Macau (Anima) - que lançou uma campanha internacional, a que se aliaram associações de defesa dos animais de todo o mundo, para encerrar o Canídromo - adotou a estratégia de bloquear o fornecimento de cães para Macau.

Em dezembro, a campanha conseguiu que o principal fornecedor, a Austrália, deixasse de exportar cães para Macau.

A campanha focou-se, então, na Irlanda, um fornecedor inicialmente minoritário, mas que agora é essencial para o Canídromo.

A Irlanda proibiu a exportação de cães para a China em 2011, mas a regra não abrange a Região Administrativa Especial de Macau.

A Qatar Airways junta-se assim a outras companhias aéreas, como a Emirates ou a British Airways, que asseguraram que não vão transportar galgos para a China.

As próprias organizações de defesa dos direitos dos animais da Irlanda envolveram-se na campanha contra o Canídromo, realizando uma série de iniciativas, incluindo protestos. Está agendado mais um para o próximo dia 02 de junho em Dublin.

Recentemente também lançaram petições em que apelam à companhia aérea de bandeira alemã, a Lufthansa, que pare de transportar os galgos para Hong Kong, a partir de onde seguem depois para Macau, onde enfrentam "uma armadilha mortal".

O Canídromo de Macau figura como uma das mais cruéis pistas de corridas do mundo, onde morrem mais de 20 cães por mês, de acordo com as organizações de defesa dos animais.

Aquando da prorrogação da exploração do Canídromo até 31 de dezembro de 2016, o Governo de Macau indicou ter encomendado um estudo.

O diretor do Instituto de Estudos Sobre a Indústria do Jogo da Universidade de Macau, Davis Fong, revelou que esse estudo se encontra concluído, em declarações proferidas na quarta-feira durante um programa do canal chinês da Rádio Macau, reproduzidas hoje pela imprensa.

Ressalvou, porém, que o Governo precisa de tempo para ponderar e decidir o próximo passo, embora seja de esperar que o "problema" seja resolvido até ao termo do prazo.

Lusa

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