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Imprensa oficial chinesa ignora tomada de posse de nova Presidente de Taiwan

A imprensa estatal chinesa ignorou hoje a tomada de posse da nova Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, cética quanto à aproximação a Pequim, enquanto pesquisas pelo seu nome ou "Taiwan" foram censuradas nas redes sociais.

Tsai Ing-wen

Tsai Ing-wen

© Tyrone Siu / Reuters

Tsai, líder do Partido Democrático Progressista (PDP), tornou-se hoje a primeira mulher Presidente de Taiwan, assinalando o fim de oito anos do estreitar de relações entre o território e a China continental.

Depois da guerra civil chinesa ter acabado, em 1949, com a vitória do Partido Comunista da China (PCC), o antigo governo nacionalista (Kuomintang) refugiou-se na ilha de Taiwan, onde continua a identificar-se como governante de toda a China.

Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a "reunificação pacífica", segundo a mesma fórmula adotada para Hong Kong e Macau ("Um país, dois sistemas"). Porém, ameaça "usar a força" se a ilha declarar independência.

A imprensa estatal chinesa optou pelo silêncio quase absoluto, com a televisão CCTV e o jornal oficial do PCC, o Diário do Povo, a não noticiarem a tomada de posse.

Por outro lado, a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua reportou o acontecimento num despacho de uma linha, publicado duas horas depois.

O resultado de uma pesquisa pelos termos Taiwan ou Tsai Ing-wen no Sina Weibo, o Twitter chinês, é elucidativo: "Desculpe, não há resultados disponíveis".

Em editorial, o Global Times, jornal do grupo Diário do Povo, afirma que a ascensão de Tsai ao poder "marca o início de uma era de incerteza na relação entre os dois lados do estreito de Taiwan".

A governação do DPP irá fazer com que Taiwan dê um "enorme passo no sentido de se afastar politicamente do continente chinês", considera.

Pequim tem adotado uma postura assertiva desde que Tsai venceu as eleições em janeiro.

Advertiu contra qualquer tentativa de Taiwan declarar independência, enquanto o exército chinês realizou pelo menos três exercícios de aterragem no sudeste do país este mês, vistos como intimações à ilha.

"Algumas pessoas continuam a fantasiar que uma independência ?soft' é negociável. Talvez seja inevitável a ressurgência de disputas, como forma de afastar o tópico da independência de Taiwan de uma vez por todas", conclui o Global Times.

Lusa

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