sicnot

Perfil

Mundo

Ucrânia estima que 10 mil pessoas morreram no conflito armado no leste do país

O Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, estimou hoje em mais de 10.000 o número de mortos no conflito armado no leste do país, pelo qual responsabilizou a Rússia, e calculou em mais de 20.000 o número de feridos.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Alexander Ermochenko / Reuters

"Já há mais de dois anos que o meu país é alvo da agressão russa. As consequências humanitárias desta agressão são mais de 10.000 ucranianos mortos, mais de 20.000 feridos e cerca de 1,8 milhões de deslocados", disse Poroshenko, citado no site da Presidência ucraniana.

Segundo os mais recentes dados da ONU, foram mais de 9.000 pessoas, entre combatentes e civis, os mortos no leste da Ucrânia nos pouco mais de dois anos de duração do conflito deflagrado depois da rebelião separatista pró-russa nas regiões orientais de Donetsk e Lugansk.

Tanto Kiev como o Ocidente acusam a Rússia de apoiar com armas e tropas os separatistas pró-russos.

Moscovo nega qualquer envolvimento direto no conflito e reconhece apenas o seu apoio às aspirações dos rebeldes de obter uma grande autonomia no âmbito de um Estado federal.

Mais de um ano após a assinatura dos Acordos de Minsk para a solução pacífica do conflito, Kiev e os separatistas foram incapazes de manter o cessar-fogo, apesar das muitas tréguas adotadas umas atrás das outras, no âmbito do chamado Grupo de Contacto para a Ucrânia, único fórum de diálogo em que as duas partes se sentam à mesma mesa.

Também não há acordo no que respeita à convocação de eleições locais em 2016 nas zonas controladas pelos pró-russos.

A Rússia e os rebeldes acusam a Ucrânia de se recusar a aplicar a parte política dos acordos: revisão constitucional, descentralização, amnistia e concessão de um estatuto especial às zonas controladas pelos separatistas.

Kiev, por sua vez, recusa-se a reconhecer legitimidade às autoridades rebeldes e exige a Moscovo que retire as tropas do leste da Ucrânia e que entregue aos militares ucranianos o controlo de toda a fronteira entre ambos os países.

Lusa

  • Marcha lenta em Lisboa apela ao fim do conflito na Ucrânia
    0:35

    País

    Cerca de 200 ucranianos manifestaram-se ao final da manhã em Lisboa contra a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Na marcha lenta, que partiu do Terreiro do Paço com destino ao Largo Camões, esteve presente a embaixadora da Ucrânia em Portugal. A iniciativa fez parte de um movimento europeu, já que milhares de ucranianos desfilam hoje em várias cidades europeias a apelar ao fim do conflito que começou há já dois anos. Por cá, foi também entregue uma carta ao presidente da Assembleia República para sensibilizar o Governo para esta questão, como deixou claro Pavlo Sandokan, da Associação de Ucranianos em Portugal.

  • Não houve negligência médica no caso do jovem que morreu em São José
    2:33

    País

    Afinal, não houve negligência médica no caso do jovem que morreu há cerca de um ano no Hospital de São José, vítima de um aneurisma. Esta é a conclusão da Ordem dos Médicos e dos peritos do Instituto de Medicina Legal. Segundo o jornal Expresso, todos os relatórios relatórios pedidos pelo Ministério Público e pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central dizem que o corpo clínico do hospital não teve responsabilidades na morte de David Duarte.

  • Jovens estariam de fones e poderão não ter ouvido comboio a aproximar-se
    1:47

    País

    As adolescentes, de 13 e 14 anos, encontradas mortas junto à linha do norte perto de Coimbra podem não ter ouvido a aproximação do comboio, uma vez que estariam de auriculares. Os corpos só foram descobertos 36 horas depois do desaparecimento das jovens, aparentemente vítimas de um descuido fatal.

  • Patti Smith engana-se na música de Bob Dylan durante cerimónia dos Nobel
    1:49

    Mundo

    Os prémios Nobel deste ano já foram entregues. Bob Dylan não compareceu à entrega do galardão da Literatura e fez-se representar pela amiga Patti Smith, que teve um bloqueio enquanto cantava "A Hard Rain's A-Gonna Fall" do músico. O Presidente da Colômbia Juan Manuel dos Santos foi distinguido com o Nobel da paz pelo acordo que alcançou com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

  • CIA acredita que Trump foi ajudado por piratas informáticos russos
    1:24

    Eleições EUA 2016

    As eleições nos Estados Unidos da América já terminaram e o Presidente está eleito. Contudo, Barack Obama quer saber se os russos tentaram mesmo influenciar o voto e ao mesmo tempo perceber o que os serviços secretos aprenderam com todas as fugas de informação durante a campanha. Já a CIA diz não ter dúvidas: para os serviços secretos norte-americanos, Donald Trump foi ajudado por piratas informáticos.