sicnot

Perfil

Mundo

Venezuelanos vão pagar dez vezes mais pela farinha de milho

Os venezuelanos vão ter de pagar dez vezes mais pelo preço oficial do quilograma de farinha de milho e mais caro ainda que o valor pedido pela Associação Venezuelana de Milho (AVM), segundo uma listagem publicada hoje pela Superintendência de Preços Justos da Venezuela.

Venezuelanos vão pagar dez vezes mais pelo preço oficial da farinha de milho

Venezuelanos vão pagar dez vezes mais pelo preço oficial da farinha de milho

© Carlos Garcia Rawlins / Reute

Segundo a tabela divulgada oficialmente, o quilo de farinha de milho pré-cozida passa de 19,00 para 190,00 bolívares por quilo (de 1,69 euros para 16,96 euros à taxa oficiam Dicom), em contraste com o ajuste para os 115,00 bolívares (10,26 euros) que a AVM pedia ao executivo.

Na Venezuela há a tradição diária de comer, ao pequeno-almoço, uma ou duas "arepas", uma massa redonda e achatada de milho, que depois de frita ou assada é usada como se fosse pão e que à hora de ir para a mesa é recheada com fiambre, queijo, peixe ou carne.

Nos primeiros dias de março de 2016, a AVM pediu ao Governo venezuelano que permitisse aumentar o preço da farinha de milho para 115,00 bolívares (10,26 euros) cada quilograma, para assim poder "pagar a colheita a preços adequados aos produtos nacionais, para gastos adicionais, peças (para a reparação de maquinaria e materiais para empacotar".

Dados não oficiais dão conta de que cada venezuelano consome 34 quilogramas de farinha de milho por ano.

Com frequência os venezuelanos queixam-se de dificuldades para conseguir a farinha de milho pré-cozido, num mercado cada vez mais marcado pela escassez de produtos básicos.

Por outro lado, os empresários queixam-se de que a produção nacional não é suficiente e dificuldades no acesso a divisas para importar aquele produto, devido ao sistema de controlo cambial que vigora desde 2003 no país e que impede a livre obtenção local de moeda estrangeira.

Alguns dos produtos escassos estão acessíveis através dos 'bachaqueros' (vendedores informais ou mercado negro) onde um quilograma de farinha de milho pode chegar a custar 1.400,oo bolívares (125 euros), dependendo da demanda.

Lusa

  • Como não perder Barack e Michelle Obama nas redes sociais

    Mundo

    Sair da Casa Branca implica mais que reunir objetos físicos: é preciso guardar também os tweets, os posts e todo o conteúdo digital produzido nos últimos oito anos pelo Presidente dos EUA e pela primeira-dama. A equipa de Barack Obama já preparou tudo para que nada se perca do seu legado digital.

  • Portugueses querem contratar Obama

    Mundo

    Contratar Barack Obama. Pode parecer uma tarefa impossível, mas para a startup portuguesa Swonkie a única resposta a este desafio é "Yes We Can", mote da campanha presidencial de Obama de há nove anos.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.