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Encontro de hoje entre Governo e Renamo foi "meramente preparatório"

As delegações do Governo moçambicano e da Renamo, maior partido de oposição, disseram que o primeiro encontro que mantiveram hoje em Maputo foi apenas preparatório e anunciaram uma nova ronda de conversações para segunda-feira.

Os representantes do Governo de Moçambique, a conselheira do Presidente da República, Benvinda Levi (E), o membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, Jacinto Veloso (2-E), e o quadro da Presidência, Alves Muteque acompanhados pelos representantes da Renamo, André Majibire (D), e o deputado da bancada parlamentar da Renamo, José Manteigas (2-D).

Os representantes do Governo de Moçambique, a conselheira do Presidente da República, Benvinda Levi (E), o membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, Jacinto Veloso (2-E), e o quadro da Presidência, Alves Muteque acompanhados pelos representantes da Renamo, André Majibire (D), e o deputado da bancada parlamentar da Renamo, José Manteigas (2-D).

LUSA

Jacinto Veloso, um dos nomes indicados pelo Presidente da República, e André Majibire, nomeado pelo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), afirmaram à saída da reunião que só a partir de segunda-feira começarão a tratar do conteúdo da agenda preparatória do encontro ao mais alto nível entre as duas partes, visando o restabelecimento da paz em Moçambique.

"Foi um encontro preparatório, de troca de ideias sobre os assuntos a tratar no quadro da preparação do encontro, que esperamos que seja brevemente, do Presidente da República e do presidente da Renamo, com o objetivo de encontrar uma solução para a paz e reconciliação nacional", declarou Jacinto Veloso, descrevendo que a reunião decorreu num "ambiente muito cordial".

André Majibire disse, por seu lado, que esta primeira ronda serviu para "fazer uma abordagem sobre a metodologia de trabalho" das sessões de diálogo seguintes, nas quais se espera alcançar uma agenda e os termos de referência para o encontro entre o chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama.

"Temos um mandato, que é para preparar a agenda e os termos de referência, para enviarmos ao mais alto nível, razão pela qual dissemos que tivemos um encontro preparatório", assinalou o representante da Renamo.

O Governo e a Renamo retomaram hoje em Maputo o diálogo sobre o fim da crise política e militar no país, após vários meses de paralisação das negociações.

Para a comissão mista hoje reunida, Nyusi indicou Jacinto Veloso, um histórico da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança, Benvinda Levy, conselheira do Presidente da República e ex-ministra da Justiça, e Álvaro Muteque, quadro da Presidência da República.

Por seu turno, Afonso Dhlakama nomeou os deputados Eduardo Namburete, ausente do encontro de hoje, José Manteigas e André Majibire.

As negociações entre o Governo moçambicano e a Renamo estão paralisadas há vários meses, depois de o partido de oposição se ter retirado do processo, alegando falta de progressos e de seriedade por parte do executivo.

Apesar da disponibilidade para as conversações, a última semana foi marcada por várias ações militares atribuídas pelas autoridades a homens armados da Renamo, incluindo ataques a viaturas civis e assassínio de dirigentes da administração local.

Mas também por ações que o partido de oposição entende serem de intimidação contra os seus membros ou contra a livre expressão em Moçambique, além de uma denúncia de movimentações militares junto da residência de Afonso Dhlakama na serra da Gorongosa.

Ao regressar a Maputo da sua visita à China no domingo, o Presidente moçambicano considerou que o diálogo tem de ser acompanhado pelo fim de ações militares da Renamo.

A este respeito, André Majibire referiu que uma eventual trégua não foi abordada na reunião de hoje.

"Faz parte da substância que vamos tratar a partir de segunda-feira", afirmou.

Moçambique tem conhecido um agravamento da violência política, com relatos de confrontos entre a Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados e ainda ataques atribuídos pelas autoridades ao braço militar da oposição a alvos civis no centro do país.

O principal partido da oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Lusa

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