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Obama vai visitar Hiroshima para alertar para "riscos reais" das armas nucleares

Barack Obama sublinhou hoje que a sua visita histórica esta sexta-feira a Hiroshima, devastada em 1945 por uma bomba nuclear norte-americana, deverá chamar a atenção para "os riscos muito reais" das armas nucleares.

© Carlos Barria / Reuters

"Quero mais uma vez sublinhar os riscos muito reais que existem e sinto a urgência que devemos ter [nesse sentido]", declarou o presidente norte-americano no Japão, onde participa numa reunião do G7.

Os chefes de Estado ou de Governo dos Estados Unidos, de França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão vão estar reunidos por dois dias em Ise-Shima, no centro do Japão.

A cimeira é consagrada à economia mundial, mas a reunião deverá ser eclipsada pela inédita visita histórica de um presidente norte-americano a uma das duas cidades japonesas devastadas pela primeira afirmação do poderio nuclear dos Estados Unidos.

"O lançamento desta bomba atómica foi um ponto de viragem da história moderna", declarou Obama em conferência de imprensa no G7, citado pela agência France Press. "É algo que temos que gerir, de uma maneira ou de outra".

Se as armas nucleares "já não ocupam o primeiro plano nos nossos espíritos como acontecia durante a Guerra Fria", a eventualidade de um "acontecimento nuclear permanece nos pensamentos mais profundos", afirmou.

A Coreia do Norte é, neste domínio, a nota mais perturbadora do desanuviamento da ameaça nuclear, e Obama fez questão de sublinhá-lo na mesma ocasião.

"A Coreia do Norte é uma grande preocupação para todos nós", afirmou o chefe de Estado norte-americano.

"Não é necessariamente o que oferece mais risco imediato. [Mas] quando temos um regime tão instável, que está tão isolado, isso proporciona o tipo de risco a médio prazo a que temos de dar muita atenção", acrescentou Obama.

As tensões entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul têm aumentado significativamente nos últimos meses, na sequência de uma série de ensaios nucleares levados a cabo por Pyongyang.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte tem feito várias propostas para conversações militares que conduzam ao arrefecimento das tensões, mas Seul tem recusado as ofertas, classificando-as como propaganda "insincera".

A atual presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, defende que eventuais conversações substantivas entre as duas Coreias só podem ser realizadas, uma vez que a Coreia do Norte dê garantias sólidas de compromisso com a desnuclearização.

O sul-coreano que lidera a Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou hoje numa visita à Coreia do Sul que os dois países "têm que encontrar o caminho de regresso ao diálogo".

As afirmações do secretário-geral da ONU num fórum na ilha de Jeju (sul) dedicado à paz e à segurança foram entendidas como um sinal das suas ambições políticas, que terão como horizonte as presidenciais de 2017 na Coreia do Sul.

Lusa

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