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El Niño acabou, mas deixa 100 milhões de pessoas à fome

O El Niño acabou, mas deixou um rasto de destruição que pode deixar cerca de 100 milhões de pessoas à fome, alertam vários cientistas.

reuters

De acordo com cientistas australianos e do Governo dos Estados Unidos, as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico, que aumenta significativamente todos os anos, diminuiu para valores normaisl e não deverá voltar a subir este ano.

No entanto, alertam, é possível um efeito contrário - o "La Niña" -, ou seja, a diminuição das temperaturas abaixo dos níveis normais, o que significará maiores chuvadas, inundações e frio em muitos países.

As preocupações centram-se essencialmente em Áfric,a onde 50 milhões de pessoas deverão necessitar de assistência alimentar nos próximos meses, estima o Programa Mundial Alimentar das Nações Unidas. Mas também os países do sul da Ásia têm sido palco de condições climatéricas adversas.

"Milhões de famílias vivem nas condições extremas criadas pelo El Niño. As crianças, em especial, enfrentam a fome, as doenças e a perda das oportunidades que a educação pode dar. Os paíse smais afetados pelo El Niño também enfrentam as alterações climáticas e são as comunidades mais pobres e vulneráveis que vão continuar a ser mais afetadas", alerta Tanya Steele, da Save the Children.

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