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Reconstrução do Equador após sismo vai custar 2.990 milhões de euros

A reconstrução do Equador depois do terramoto de abril vai custar cerca de 2.990 milhões de euros, segundo o Governo, que vai recorrer a financiamento privado, público e de organismos internacionais.

© Henry Romero / Reuters

Os dados foram avançados hoje por Sandra Naranjo, responsável da Secretaria Nacional da Planificação e Desenvolvimento.

Segundo aquele departamento estatal, o setor público vai contribuir com 2.014 milhões de euros, que corresponde a 67% do valor estimado, dos quais 590 milhões virão de organismos como o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e 358 milhões vão ser doados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O setor privado vai assegurar 33% do valor total previsto, com 975,4 milhões de euros.

A maior parte do dinheiro vai ser investida no setor social (41%), no setor produtivo (31%), nas infraestruturas (26%) e os restantes 2% em segurança ou meio ambiente, entre outros.

Uma lei aprovada no Equador a 12 de maio, a Lei da Solidariedade ajudou a recolher quase 900 milhões de euros, em impostos e contribuições nas zonas afetadas para a reconstrução.

O sismo que ocorreu em abril fez 663 mortos e destruiu 21.823 postos de emprego. As zonas mais afetadas foram as províncias de Manabi e Esmeraldas, no noroeste do Equador.

Segundo o Governo, o impacto do desastre no Produto Interno Bruto (PIB) seria de 0,7 pontos percentuais.

Sandra Naranjo disse que o número prevê o restauro dos bens perdidos e o valor dos produtos e serviços que deixaram de ser produzidos em consequência do terramoto.

Omar Bello, representante da Comissão Económica para América Latina e Caraíbas, sublinhou que o valor estimado de 2.990 milhões de euros pode vir a variar e apesar de não se terem discutidos os prazos, o Chile e a Colômbia demoraram quatro anos a concluir a reconstrução.

Lusa

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