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Autoridades dispersam manifestação em Caracas com gás lacrimogéneo

Militares e polícias venezuelanos recorreram hoje a gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação de algumas dezenas de pessoas no centro de Caracas, nas ruas circundantes do palácio presidencial.

Fernando Llano

O protesto - que culminou com a intervenção das forças de segurança, em número substancialmente superior aos manifestantes - tinha começado horas antes junto de estabelecimentos comerciais, com os manifestantes a condenarem a escassez de bens básicos.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem como "Nicolás Maduro, o povo tem fome, queremos comida" e bloquearam avenidas do centro da capital venezuelana, provocando engarrafamentos de trânsito e levando à suspensão de carreiras de autocarros.

Apesar da ação policial os manifestantes regressaram por várias vezes à avenida Fuerzas Armadas, gritando "fora, fora" para os militares e "temos fome, queremos comida".

Durante a manifestação, pelo menos 14 jornalistas foram agredidos por alegados simpatizantes do Governo do Presidente venezuelano Nicolás Maduro, grupos de motociclistas armados conhecidos localmente como "coletivos".

Entre os jornalistas agredidos encontram-se duas equipas das estações de televisão estrangeiras Vivo Play e NTN 24.

A Vivo Play denunciou que uma repórter, um operador de câmara e um motorista foram arrastados para fora da viatura em que circulavam, lançados ao chão, e que o equipamento lhes foi roubado sob ameaça de armas.

Imagens difundidas pela Vivo Play, captadas a partir de um edifício, dão conta do momento em que a equipa do canal é atacada pelos homens armados sob o olhar indiferente de dois polícias militares que circulavam numa motocicleta.

A NTN 24 denunciou que uma jornalista daquela estação foi intercetada por um funcionário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) que a obrigou a apagar o material de vídeo que tinha gravado, antes de deixá-la abandonar o lugar.

Lusa

  • Com a multiplicação de bons indicadores económicos e financeiros do país, multiplicam-se os elogios ao Governo e declaram-se mortas e enterradas as políticas do passado recente, nomeadamente a da austeridade. Nada mais errado. O que os bons resultados agora alcançados provam definitivamente é que a austeridade resolveu de facto os problemas das contas públicas e, mais do que isso, contribuiu para o crescimento económico que foi garantido por reformas estruturais e pela reorientação do modelo económico.

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