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Morreu o líder histórico da resistência de Cabinda Nzita Tiago

O Presidente e fundador da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC/FAC), Nzita Tiago morreu com 88 anos em Paris, onde vivia desde a década de 70. Criou a FLEC em 1963. Desde jovem ligou-se às causas da independência, primeiro de Angola e depois de Cabinda.

Bandeira de Cabinda

Bandeira de Cabinda

Essa luta valeu-lhe uma pena de prisão na cadeia de São Nicolau, para onde a PIDE/DGS mandava muitos nacionalistas. Saiu da cadeia em 1974. Um ano depois, a FLEC formou um governo provisório que proclamava a independência do enclave.

Segundo a FLEC, Cabinda nunca foi parte integrante do território angolano, terá sido anexada no âmbito das negociações do acordo de Alvor, que conduziu à independência de Angola. A FLEC foi o único movimento independentista que foi excluído dessas negociações. Assinaram o acordo de Alvor: o MPLA, a UNITA e a FNLA.

Nessa altura Nzita refugiou-se em Paris. Entretanto inicia-se uma guerra de guerrilha contra as forças angolanas no enclave. À distância, Nzita Tiago comandou a luta dos guerrilheiros cabindas, que atuavam e viviam na mata do Maiombe, região auto-intitulada pelos independentistas como "zonas libertadas da FLEC".

Nzita Tiago nunca aceitou o passaporte angolano, nem o estatuto de exilado político. Era cidadão gabonês.

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