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Papa Francisco defende mais participação da Igreja católica na política

O Papa Francisco afirmou hoje que a Igreja católica está "chamada a comprometer-se" na sociedade, pelo que também se deve envolver-se na "alta política".

© POOL New / Reuters

Falando num congresso de juízes e advogados no Vaticano, o líder religioso considerou que a Igreja deve rejeitar os cânones que separam a religião da política.

No seu discurso, Francisco citou um dos seus antecessores, Paulo VI, que definiu a política como "uma das formas mais elevadas de amor, de caridade".

No congresso, organizado pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais e que juntou cerca de 150 juízes e advogados, o Papa reafirmou a posição da Igreja contra a pena de morte, provocando uma salva de palmas na plateia.

Na mesma ocasião, Francisco apelou aos juízes e advogados para "não caírem na teia da corrupção" e rejeitarem as pressões governamentais ou de entidades privadas, evitando qualquer associação a "estruturas de pecado", como classificou a máfia ou o crime organizado.

Para o líder da Igreja católica, sem liberdade de exercício, "o poder judicial de uma nação fica corrompido e semeia corrupção".

Francisco recordou também a sua própria experiência com o mundo da justiça, evocando o trabalho feito no passado nas prisões.

No que respeita ao sistema penal, o Papa argentino disse que as prisões dirigidas por mulheres "estão melhores" do que as administradas por homens.

"A mulher tem um olfato e um tato especial" no que diz respeito a esta matéria. "Sem gastar energias, (a mulher) muda e recoloca as pessoas", disse o papa Francisco no congresso que juntou cerca de 150 participantes.

Lusa

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